UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Rafael, 37 anos, retorna ao consultório para acompanhamento de dor recorrente na região superior do abdome. Há seis semanas queixava-se de aumento na frequência e na intensidade da dor epigástrica, com sensação de queimação. A dor piora quando está com "estômago vazio" e é acordado à noite. A dor é aliviada em minutos com a ingestão de antiácidos, mas retorna em duas horas. Admite que as tensões no trabalho desencadeiam as dores abdominais. Assinale a alternativa CORRETA quanto à doença apresentada pelo paciente:
Úlcera duodenal → dor epigástrica em queimação, piora com estômago vazio/noturna, alívio com antiácidos, recorrência.
A úlcera péptica duodenal classicamente se manifesta com dor epigástrica em queimação que piora com o estômago vazio ou à noite, sendo aliviada pela alimentação ou antiácidos. A recorrência da dor após algumas horas do alívio é um achado típico, diferenciando-a da úlcera gástrica, que geralmente piora com a alimentação.
A úlcera péptica duodenal é uma lesão na mucosa do duodeno, parte inicial do intestino delgado, causada por um desequilíbrio entre fatores protetores e agressores da mucosa. É uma condição comum na prática clínica, afetando milhões de pessoas globalmente, e sua importância reside no potencial de complicações graves como hemorragia, perfuração e obstrução. A fisiopatologia envolve principalmente a infecção por Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que comprometem a barreira mucosa e aumentam a secreção ácida. Os sintomas clássicos incluem dor epigástrica em queimação, que piora com o estômago vazio ou à noite e é aliviada pela alimentação ou antiácidos. A suspeita diagnóstica é clínica, confirmada por endoscopia digestiva alta. O tratamento visa erradicar o H. pylori (se presente) com terapia tripla ou quádrupla, e inibir a secreção ácida com inibidores da bomba de prótons (IBP). A suspensão de AINEs é crucial. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a recorrência é comum se o H. pylori não for erradicado ou se os fatores de risco persistirem.
Os sintomas incluem dor epigástrica em queimação, que piora com o estômago vazio ou durante a noite, e é aliviada temporariamente pela ingestão de alimentos ou antiácidos.
A úlcera duodenal tipicamente melhora com a alimentação e piora com o jejum, enquanto a úlcera gástrica frequentemente piora com a ingestão de alimentos.
A principal causa é a infecção por Helicobacter pylori, seguida pelo uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
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