FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
Com relação à úlcera péptica, NÃO é correto afirmar que:
Incidência de úlcera péptica ↓ com erradicação H. pylori, não ↑.
A erradicação do H. pylori revolucionou o manejo da úlcera péptica, levando a uma diminuição significativa da sua incidência. Afirmar que a incidência está aumentando apesar da erradicação é incorreto, pois a bactéria é a principal causa da doença ulcerosa, e seu controle reduz drasticamente os casos.
A úlcera péptica é uma lesão na mucosa gástrica ou duodenal que se estende até a muscular da mucosa, resultando de um desequilíbrio entre fatores protetores e agressores. Historicamente, era atribuída principalmente ao estresse e à dieta. No entanto, a descoberta do Helicobacter pylori revolucionou a compreensão e o tratamento da doença. Cerca de 70% dos casos de úlcera gástrica e mais de 90% dos casos de úlcera duodenal estão associados à colonização por H. pylori. A epidemiologia da úlcera péptica mudou drasticamente com a identificação do H. pylori como principal agente etiológico. A prevalência da infecção é alta, mas apenas uma pequena porcentagem dos infectados (5-15%) desenvolve doença ulcerosa péptica. O tratamento de erradicação do H. pylori, combinado com o uso de inibidores da bomba de prótons, tem sido altamente eficaz na cicatrização das úlceras e na prevenção de recorrências. Consequentemente, a incidência de úlcera péptica tem diminuído globalmente, especialmente em países desenvolvidos, devido à redução da prevalência de H. pylori e ao melhor manejo dos fatores de risco, como o uso de AINEs. Portanto, é incorreto afirmar que a incidência está aumentando, pois os avanços no diagnóstico e tratamento do H. pylori têm levado a uma redução significativa da carga da doença.
O H. pylori é a principal causa de úlcera péptica, sendo responsável por cerca de 70% dos casos de úlcera gástrica e mais de 90% dos casos de úlcera duodenal.
Sim, a erradicação do H. pylori levou a uma redução drástica na incidência de úlcera péptica, transformando seu manejo e prognóstico.
Além do H. pylori, o uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) é o segundo principal fator de risco, seguido por tabagismo, estresse e condições raras como a Síndrome de Zollinger-Ellison.
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