HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente de 25 anos, usuário de crack é submetido a laparotomia por pneumoperitônio e sepse grave, necessitando de noradrenalina para manter estabilidade hemodinâmica. No intraoperatório, nota-se úlcera péptica pré-pilórica de 4 cm com fibrose e estenose intensa impossibilitando a visão da luz duodenal. Estômago dilatado e paredes espessadas difusamente. A melhor abordagem cirúrgica para este caso, dentre as abaixo, é:
Úlcera péptica pré-pilórica fibrosada com estenose e dilatação gástrica → Gastrectomia subtotal é a melhor abordagem.
Em casos de úlcera péptica pré-pilórica com fibrose e estenose intensa, especialmente em um contexto de sepse e dilatação gástrica, a gastrectomia subtotal é a abordagem cirúrgica mais adequada para ressecar a lesão e restaurar o trânsito.
Úlceras pépticas complicadas, como as que causam estenose pilórica, representam um desafio cirúrgico significativo. A estenose, especialmente quando associada à fibrose intensa, impede o esvaziamento gástrico e pode levar a sintomas graves como vômitos, desnutrição e, em casos de perfuração ou sepse, um quadro de emergência. No cenário de uma úlcera péptica pré-pilórica de 4 cm com fibrose e estenose intensa, impossibilitando a visão da luz duodenal e com estômago dilatado e espessado, a ressecção da área afetada é crucial. A gastrectomia subtotal, que remove a porção distal do estômago incluindo o antro e o piloro, é a abordagem mais adequada. Ela permite a remoção da lesão fibrosada e estenótica, restaurando o trânsito gastrointestinal e tratando a causa da obstrução. Outras opções como a gastrectomia total seriam excessivas para uma lesão localizada no pré-piloro, enquanto rafias gástricas seriam insuficientes para resolver a estenose e a fibrose. A escolha da gastrectomia subtotal reflete a necessidade de uma solução definitiva para uma patologia complexa e crônica, especialmente em um paciente já em sepse grave.
A gastrectomia subtotal é indicada em úlceras pépticas complicadas com estenose pilórica fibrosada, sangramento incontrolável, perfuração grande ou malignidade suspeita, especialmente quando há obstrução do trânsito.
Os riscos incluem obstrução gástrica, vômitos profusos, desnutrição, perfuração e sangramento, podendo levar a sepse grave como no caso apresentado.
A rafia gástrica simples não resolveria a estenose e a fibrose intensa da úlcera, que causam obstrução e dilatação gástrica. Seria uma solução temporária e inadequada para a patologia crônica e complicada.
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