SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Em relação ao tratamento de úlceras pépticas, qual é a principal diferença entre o tratamento de úlceras associadas ao Helicobacter pylori e aquelas causadas pelo uso crônico de antiinflamatórios não esteroides (AINE)?
Úlcera H. pylori = Antibiótico + IBP; Úlcera AINE = Suspender AINE + IBP.
O tratamento da úlcera péptica depende da etiologia: a erradicação bacteriana é mandatória na infecção por H. pylori, enquanto a remoção do fator agressor é a chave nas úlceras induzidas por AINEs.
A doença ulcerosa péptica tem como principais pilares etiológicos a infecção pela bactéria Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). O H. pylori causa inflamação crônica e alteração na secreção ácida, exigindo terapia com antibióticos para cura definitiva. Já os AINEs causam dano direto e sistêmico ao inibir a citoproteção gástrica. O manejo destas úlceras foca na interrupção do medicamento agressor e uso de IBPs para cicatrização. Identificar a causa correta através de testes diagnósticos (como urease ou histologia) é vital para prevenir complicações graves como perfuração e hemorragia digestiva.
O esquema clássico envolve um Inibidor da Bomba de Prótons (IBP) associado a dois antibióticos (geralmente Claritromicina e Amoxicilina) por 7 a 14 dias.
Os AINEs inibem a enzima COX-1, reduzindo a síntese de prostaglandinas que são responsáveis pela produção de muco e bicarbonato, deixando a mucosa vulnerável ao ácido gástrico.
Sim, se o paciente for positivo para H. pylori, a erradicação deve ser feita mesmo que o uso de AINE seja o fator desencadeante óbvio, para reduzir o risco de recorrência futura.
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