SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Qual a causa mais comum de internação por sangramento no segmento gastrointestinal superior?
Úlcera péptica é a causa mais comum de internação por sangramento gastrointestinal superior.
A úlcera péptica, seja gástrica ou duodenal, é a principal etiologia da hemorragia digestiva alta, respondendo por cerca de 50% dos casos. É crucial identificá-la rapidamente para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações graves.
O sangramento gastrointestinal superior (HDA) é uma emergência médica comum, com alta morbidade e mortalidade. Compreender suas causas é fundamental para o manejo adequado. A úlcera péptica, que pode ser gástrica ou duodenal, é a etiologia mais frequente, respondendo por aproximadamente metade dos casos de HDA que levam à internação. A fisiopatologia da úlcera péptica envolve um desequilíbrio entre fatores protetores (muco, bicarbonato, fluxo sanguíneo) e agressores (ácido gástrico, pepsina, H. pylori, AINEs). O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta da lesão, a identificação de sinais de sangramento ativo ou recente e a realização de terapia hemostática. O tratamento da HDA por úlcera péptica inclui estabilização hemodinâmica com fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea, uso de inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses e intervenção endoscópica. A erradicação do H. pylori e a suspensão de AINEs são cruciais para prevenir recorrências.
As principais causas incluem úlcera péptica (gástrica ou duodenal), varizes esofágicas, esofagite, síndrome de Mallory-Weiss e lesões de Dieulafoy. A úlcera péptica é a mais comum.
O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico e, principalmente, pela endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a lesão, estadiá-la e realizar tratamento endoscópico.
O tratamento inicial envolve estabilização hemodinâmica, inibidores de bomba de prótons (IBP) intravenosos e endoscopia digestiva alta para hemostasia.
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