FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
A úlcera péptica ou Úlcera Gastroduodenal (UGD) é uma lesão que ocorre na mucosa do trato gastrointestinal, sendo caracterizada por um desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa gástrica. Sobre essa úlcera:I. A dor é habitualmente muito intensa, em queimação e mantém-se por alguns dias, desaparece e ressurge em um novo intervalo de dias, de forma arrítmica. Outros sintomas dispépticos são bastante comuns e quase sempre associados, como flatulência, sialorreia, náuseas e vômitos.II. O segundo fator etiológico mais importante da UGD é representado pelos Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs). A aspirina e os AINEs inibidores da Ciclo-Oxigenase-1 (COX-1) são potencialmente agressivos para a mucosa gastroduodenal.III. Em casos de especialistas bem treinados, a anamnese, juntamente com o exame físico, confirmará com facilidade o diagnóstico da UGD, uma vez que poucos diagnósticos diferenciais apresentam sintomatologia semelhante. Das proposições acima:
UGD: AINEs inibem COX-1 → ↓ prostaglandinas protetoras → lesão mucosa. Diagnóstico definitivo por endoscopia.
A úlcera péptica é uma lesão da mucosa gastroduodenal, e os AINEs são um fator etiológico crucial devido à inibição da COX-1, que compromete a produção de prostaglandinas citoprotetoras. O diagnóstico definitivo requer endoscopia, pois os sintomas são inespecíficos e muitos diagnósticos diferenciais existem.
A úlcera péptica (UGD) é uma condição comum caracterizada por uma lesão na mucosa do trato gastrointestinal, resultante de um desequilíbrio entre fatores agressores e protetores. Sua compreensão é fundamental para estudantes e profissionais de medicina, dada a alta prevalência e o potencial de complicações. A dor epigástrica é o sintoma mais comum, mas sua apresentação pode variar, tornando o diagnóstico clínico desafiador. A fisiopatologia da UGD envolve principalmente a infecção por Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Os AINEs, ao inibir a ciclo-oxigenase-1 (COX-1), reduzem a produção de prostaglandinas, que são cruciais para a manutenção da integridade da mucosa gástrica. A suspeita clínica baseia-se nos sintomas, mas o diagnóstico definitivo requer endoscopia digestiva alta, que permite a visualização da úlcera, biópsias para H. pylori e exclusão de malignidade. O tratamento da UGD visa erradicar H. pylori (se presente), suspender AINEs e utilizar inibidores da bomba de prótons (IBP) para cicatrização da úlcera. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como hemorragia, perfuração e obstrução podem ocorrer. A prevenção, especialmente em usuários crônicos de AINEs, é um ponto de atenção importante na prática clínica.
Os principais fatores etiológicos são a infecção por Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que desequilibram os fatores protetores e agressores da mucosa gástrica.
Os AINEs inibem a enzima ciclo-oxigenase-1 (COX-1), responsável pela produção de prostaglandinas que protegem a mucosa gastroduodenal, levando à diminuição da barreira protetora e aumento da suscetibilidade à lesão.
O método diagnóstico padrão-ouro é a endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta da lesão, biópsia para H. pylori e exclusão de malignidade, devido à inespecificidade dos sintomas.
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