Úlceras Neuropáticas Diabéticas: Localização Típica no Pé

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

As úlceras neuropáticas dos pés diabéticos localizam-se preferencialmente nas regiões plantares:

Alternativas

  1. A) das bases metatarsais, cabeça do quinto metatarsal e sesamoide medial.
  2. B) das cabeças metatarsais, do calcâneo e base do quinto metatarsal.
  3. C) das cabeças metatarsais, do calcâneo e sesamoide lateral.
  4. D) das cabeças metatarsais, sesamoide medial e base do quinto metatarsal.
  5. E) das bases metararsais, do calcâneo e sesamoide lateral.

Pérola Clínica

Úlceras neuropáticas diabéticas: Mais comuns em áreas de pressão plantar (cabeças metatarsais, sesamoides, calcâneo).

Resumo-Chave

As úlceras neuropáticas no pé diabético resultam da combinação de neuropatia periférica (perda da sensibilidade protetora) e pressão mecânica repetitiva. Elas se localizam tipicamente nas áreas de maior carga e atrito durante a marcha, como as cabeças dos metatarsos (especialmente a primeira e a quinta), a região do calcâneo e os ossos sesamoides.

Contexto Educacional

O pé diabético é uma complicação crônica do diabetes mellitus, caracterizada por neuropatia periférica, doença arterial periférica e deformidades musculoesqueléticas, que predispõem à formação de úlceras. As úlceras neuropáticas são as mais comuns e resultam da perda da sensibilidade protetora, que impede o paciente de perceber e reagir a traumas e pressões repetitivas. A prevalência de úlceras no pé diabético é alta, e elas são a principal causa de amputações não traumáticas de membros inferiores. A fisiopatologia das úlceras neuropáticas envolve a combinação de neuropatia sensitiva, motora e autonômica. A neuropatia sensitiva leva à anestesia, permitindo que pressões e traumas passem despercebidos. A neuropatia motora causa atrofia dos músculos intrínsecos do pé, levando a deformidades como dedos em martelo e proeminências ósseas, que aumentam os pontos de pressão. A neuropatia autonômica afeta a regulação do fluxo sanguíneo e da sudorese, tornando a pele seca e mais suscetível a fissuras. As úlceras neuropáticas localizam-se preferencialmente nas regiões plantares que suportam maior carga durante a marcha. As áreas mais comuns incluem as cabeças dos metatarsais (especialmente a primeira e a quinta), os ossos sesamoides (sob a cabeça do primeiro metatarsal) e a região do calcâneo. A base do quinto metatarsal também é uma área de pressão significativa. O tratamento envolve desbridamento, controle da infecção, alívio da pressão (órteses, calçados terapêuticos) e controle glicêmico rigoroso, com o objetivo de prevenir amputações e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas das úlceras neuropáticas no pé diabético?

As úlceras neuropáticas são causadas principalmente pela neuropatia periférica diabética, que leva à perda da sensibilidade protetora, combinada com pressão mecânica repetitiva e traumas menores em áreas de carga plantar.

Como diferenciar uma úlcera neuropática de uma úlcera isquêmica no pé diabético?

Úlceras neuropáticas são geralmente indolores, localizadas em áreas de pressão (cabeças metatarsais, calcâneo), com bordas calosas. Úlceras isquêmicas são dolorosas, localizadas nas extremidades dos dedos ou bordas do pé, com pulsos diminuídos e pele pálida/fria.

Qual a importância da localização das úlceras no pé diabético para o tratamento?

A localização da úlcera é crucial para o tratamento, pois indica as áreas de maior pressão que precisam ser aliviadas (desbridamento, órteses, calçados especiais). Também ajuda a guiar a investigação de fatores etiológicos específicos, como deformidades ósseas.

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