Úlcera de Mooren: Diagnóstico Diferencial e Características

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Com relação à úlcera corneana de Mooren, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A forma menos agressiva da doença é bilateral e acomete indivíduos mais jovens
  2. B) A forma mais agressiva da doença é unilateral e acomete mais brancos que negros
  3. C) As doenças sistêmicas mais frequentemente associadas são a artrite reumatoide seguida do lúpus eritematoso sistêmico
  4. D) Ceratite ulcerativa periférica que ocorre na ausência de doença sistêmica do colágeno

Pérola Clínica

Úlcera de Mooren = Ceratite ulcerativa periférica SEM doença sistêmica associada.

Resumo-Chave

A úlcera de Mooren é uma ceratite ulcerativa periférica idiopática e dolorosa, diagnosticada apenas após a exclusão rigorosa de doenças sistêmicas do colágeno.

Contexto Educacional

A fisiopatologia da Úlcera de Mooren envolve uma hipersensibilidade tipo II contra antígenos do estroma corneano. Clinicamente, diferencia-se de outras degenerações marginais (como a de Terrien) pela presença de inflamação intensa e dor. O diagnóstico exige uma propedêutica sistêmica completa para descartar vasculites e colagenoses, tornando-se um tema frequente em provas de residência e título de especialista em oftalmologia.

Perguntas Frequentes

O que define a Úlcera de Mooren?

A Úlcera de Mooren é uma forma rara de ceratite ulcerativa periférica (PUK) de natureza autoimune que ocorre na ausência de qualquer doença sistêmica detectável (como Artrite Reumatoide, Granulomatose de Wegener ou LES). É um diagnóstico de exclusão, caracterizado por ulceração estromal periférica que progride circunferencialmente e, posteriormente, centralmente, com uma borda de avanço 'escavada'.

Quais são as duas formas clínicas da Úlcera de Mooren?

Existem duas apresentações principais: 1) A forma unilateral, que geralmente acomete pacientes idosos, é menos agressiva e responde melhor ao tratamento clínico. 2) A forma bilateral, que acomete pacientes mais jovens (frequentemente de ascendência africana ou indiana), é extremamente agressiva, dolorosa, progride rapidamente e é de difícil controle terapêutico.

Como é o manejo terapêutico da Úlcera de Mooren?

O tratamento é desafiador e envolve o uso de corticoides tópicos e sistêmicos, imunossupressores (como ciclosporina ou ciclofosfamida) e, em casos graves, procedimentos cirúrgicos como a peritomia conjuntival (ressecção da conjuntiva adjacente à úlcera para remover mediadores inflamatórios) e recobrimento conjuntival ou transplante de córnea.

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