CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Com relação à úlcera de Mooren, é correto afirmar:
Úlcera de Mooren → Ceratite periférica idiopática, dolorosa, associada a helmintíases em áreas endêmicas.
A úlcera de Mooren é uma forma rara de ceratite ulcerativa periférica (CUP) idiopática e destrutiva. Diferencia-se de outras CUPs pela ausência de doença sistêmica autoimune e pela forte correlação epidemiológica com infestações por helmintos em certas regiões.
A Úlcera de Mooren é classificada em dois tipos principais: o tipo 1, geralmente unilateral, benigno e que responde bem ao tratamento, ocorrendo em pacientes mais velhos; e o tipo 2, bilateral, progressivo e resistente ao tratamento, comum em pacientes jovens, especialmente de ascendência africana ou indiana. A fisiopatologia envolve uma destruição estromal mediada por metaloproteinases e mecanismos de imunidade celular e humoral. O manejo clínico é desafiador, envolvendo corticosteroides tópicos, imunossupressores sistêmicos e, em casos graves, procedimentos cirúrgicos como a peritomia conjuntival para remover a fonte de anticorpos e enzimas colagenolíticas que alimentam a úlcera.
A Úlcera de Mooren é uma ceratite ulcerativa periférica idiopática, crônica e dolorosa que começa na periferia da córnea e progride circunferencialmente e centralmente. Ela se caracteriza por uma borda de progressão escavada e pela ausência de esclerite associada ou doença sistêmica autoimune subjacente, o que a diferencia de outras ceratites ulcerativas periféricas.
Estudos epidemiológicos demonstram uma maior incidência da Úlcera de Mooren em áreas endêmicas para infecções por helmintos. Acredita-se que a exposição a antígenos parasitários possa desencadear uma reação de hipersensibilidade ou mimetismo molecular, levando a uma resposta autoimune contra o estroma corneano em indivíduos geneticamente predispostos.
A diferenciação é clínica e laboratorial. A Úlcera de Mooren é estritamente idiopática e não apresenta envolvimento sistêmico. Já a ceratite ulcerativa periférica (CUP) associada à Artrite Reumatóide ou outras vasculites (como a Granulomatose com Poliangeíte) geralmente apresenta esclerite associada e marcadores inflamatórios ou anticorpos (como FR ou ANCA) positivos.
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