CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Com relação à úlcera de Mooren, é correto afirmar:
Mooren idosos → unilateral e branda; Mooren jovens → bilateral, agressiva e progressiva.
A úlcera de Mooren é uma ceratite ulcerativa periférica idiopática e autoimune, caracterizada pela ausência de esclerite associada e por não possuir correlação com doenças sistêmicas.
A úlcera de Mooren é uma patologia rara, mas grave, que desafia o oftalmologista devido à sua natureza idiopática. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune contra antígenos do estroma corneano. É classificada em dois tipos principais: o tipo benigno (geralmente em idosos, unilateral e responsivo ao tratamento) e o tipo maligno/agressivo (em jovens, bilateral e de difícil controle). O diagnóstico clínico baseia-se na observação de uma ulceração periférica com bordas escavadas (overhanging edge) que progride centripetamente. O manejo exige uma abordagem escalonada, começando com corticoides e lubrificantes, progredindo para ressecção conjuntival peritímica e, em casos graves, imunossupressão sistêmica com ciclosporina ou azatioprina.
A principal característica distintiva da úlcera de Mooren é ser um diagnóstico de exclusão, sendo estritamente ocular (sem envolvimento sistêmico) e, fundamentalmente, não apresentando esclerite associada, o que a diferencia de condições como a granulomatose de Wegener ou artrite reumatoide.
Em pacientes jovens, a doença tende a ser muito mais agressiva, frequentemente bilateral e com rápida progressão circunferencial e central, respondendo mal ao tratamento clínico isolado e exigindo imunossupressão sistêmica robusta.
Sim, os esteroides tópicos são frequentemente utilizados na fase aguda para controlar a inflamação, embora muitas vezes sejam insuficientes como monoterapia, necessitando de terapia adjuvante como conjuntivoplastia ou imunossupressores.
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