HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Paciente grande queimado, em 67º dia de internação em leito de terapia intensiva em centro de queimados, apresentando lesão ulcerada em calcâneo direito, grande, com aspecto necrótico em algumas áreas, sem melhora com as terapias tópicas prescritas. Em um desbridamento foi realizado exame histopatológico que evidenciou carcinoma espinocelular. Assinale a alternativa que descreve a típica degeneração maligna de feridas crônicas não cicatrizadas.
Úlcera de Marjolin = Degeneração maligna (geralmente CEC) em feridas crônicas não cicatrizadas.
A Úlcera de Marjolin é a degeneração maligna de uma ferida crônica, cicatriz ou úlcera, mais comumente para carcinoma espinocelular. É frequentemente associada a queimaduras antigas, úlceras de pressão ou osteomielite crônica, e o diagnóstico é feito por biópsia histopatológica.
A Úlcera de Marjolin é uma condição rara, mas clinicamente importante, caracterizada pela degeneração maligna de uma ferida crônica, cicatriz ou úlcera que não cicatriza. Embora possa ocorrer em qualquer tipo de lesão crônica, é mais frequentemente associada a cicatrizes de queimaduras antigas, úlceras de pressão, osteomielite crônica e úlceras venosas. O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular (CEC), mas outros tumores, como o carcinoma basocelular e o melanoma, também podem ser encontrados. A importância clínica reside na necessidade de vigilância de lesões crônicas e na alta agressividade desses tumores. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica e a irritação tecidual prolongada, que podem levar a alterações genéticas e proliferação celular descontrolada. O período de latência entre a lesão inicial e o desenvolvimento da malignidade pode variar de alguns anos a várias décadas. A suspeita deve surgir em qualquer ferida crônica que altere suas características, como crescimento rápido, sangramento, dor persistente, bordas elevadas ou presença de tecido necrótico que não responde ao tratamento convencional. O diagnóstico definitivo é estabelecido por meio de biópsia incisional ou excisional da lesão, com exame histopatológico. O tratamento primário é a ressecção cirúrgica radical com margens de segurança adequadas, muitas vezes exigindo reconstrução complexa com enxertos ou retalhos. Em casos avançados, pode ser necessária linfadenectomia e terapia adjuvante com radioterapia ou quimioterapia. O prognóstico depende do estadiamento no momento do diagnóstico, da profundidade da invasão e da presença de metástases, sendo geralmente pior do que o CEC de pele não associado a úlceras crônicas.
A Úlcera de Marjolin é a degeneração maligna de uma ferida crônica, cicatriz ou úlcera que não cicatriza por um longo período. Sua principal característica é o desenvolvimento de um carcinoma, mais comumente o carcinoma espinocelular, em uma lesão benigna preexistente.
As causas mais comuns incluem cicatrizes de queimaduras antigas (especialmente de terceiro grau), úlceras de pressão crônicas, osteomielite crônica, úlceras venosas e fístulas. A lesão deve ter um tempo de evolução prolongado, geralmente anos, antes da transformação maligna.
O diagnóstico é confirmado por biópsia da lesão, que revela a presença de carcinoma espinocelular. O tratamento é cirúrgico, com ressecção ampla da lesão e margens de segurança adequadas, podendo ser complementado com radioterapia ou quimioterapia dependendo do estadiamento e tipo histológico.
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