Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Mulher de 70 anos sofreu queimadura na região anterolateral da coxa direita há 30 anos. Apresenta atualmente quadro de tumoração ulcerada na região, de crescimento progressivo e desordenado sobre a área da cicatriz antiga, com linfonodomegalia inguinal à direita palpável. Qual é a hipótese diagnóstica compatível com o caso?
Úlcera de Marjolin: Carcinoma espinocelular em cicatriz crônica (queimadura, úlcera de estase), com alto potencial metastático.
A Úlcera de Marjolin é a transformação maligna de uma cicatriz crônica, geralmente de queimadura, em um carcinoma espinocelular. A apresentação típica é uma lesão ulcerada, de crescimento progressivo e desordenado, com alto risco de metástase linfonodal, como indicado pela linfonodomegalia inguinal.
A Úlcera de Marjolin é uma condição rara, mas clinicamente importante, que representa a transformação maligna de uma cicatriz crônica, geralmente decorrente de queimaduras, úlceras de estase, osteomielite ou fístulas. O tempo médio para o desenvolvimento da malignidade é de décadas, como no caso apresentado de 30 anos após a queimadura. O tipo histológico mais comum é o carcinoma espinocelular (CEC), que tende a ser mais agressivo do que o CEC que surge em pele sã. A apresentação clínica típica é uma lesão ulcerada, de crescimento progressivo e desordenado, com bordas elevadas e evertidas, que não cicatriza. A presença de linfonodomegalia regional, como a inguinal no caso, é um sinal alarmante de metástase e indica um estágio avançado da doença. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia da lesão, que deve ser profunda e incluir as bordas da úlcera. O tratamento da Úlcera de Marjolin é cirúrgico, com ressecção ampla da lesão e margens de segurança adequadas. A avaliação dos linfonodos regionais é crucial, podendo incluir biópsia de linfonodo sentinela ou linfadenectomia terapêutica em casos de metástase confirmada. O prognóstico é pior do que o do CEC em pele sã devido à sua agressividade e alta taxa de metástase.
A Úlcera de Marjolin é uma lesão maligna que surge em cicatrizes crônicas, geralmente de queimaduras, úlceras de estase ou osteomielite. Caracteriza-se por ser uma lesão ulcerada, indurada, de crescimento progressivo e desordenado, com bordas elevadas e evertidas, e frequentemente associada a linfonodomegalia regional.
O tipo histológico mais comum da Úlcera de Marjolin é o carcinoma espinocelular (CEC). Embora o carcinoma basocelular e o melanoma também possam ocorrer, o CEC é o mais prevalente e tende a ser mais agressivo, com maior potencial de metástase.
A diferenciação é feita principalmente por biópsia da lesão. Cicatrizes hipertróficas e queloides são lesões benignas, elevadas, mas sem ulceração progressiva ou linfonodomegalia. O carcinoma basocelular geralmente tem um crescimento mais lento e menos agressivo, com menor tendência a metástase linfonodal.
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