Úlcera de Marjolin: Diagnóstico e Risco de Malignização

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Com relação à úlcera de Marjolin, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A incidência de degeneração maligna nesta úlcera é alta, ocorrendo em 40 a 70% das feridas e cicatrizes.
  2. B) O período de tempo para esta lesão evoluir para carcinoma basocelular é curto, ocorrendo em média em 2 a 7 anos.
  3. C) Apresenta maior prevalência em mulheres jovens e não apresenta evolução maligna na história natural da doença.
  4. D) É uma ulceração crônica decorrente de cicatriz de queimadura, que pode evoluir para o desenvolvimento de carcinoma de células escamosas da pele.
  5. E) Evolui rapidamente para melanoma maligno, o câncer mais frequentemente relacionado a esta condição.

Pérola Clínica

Úlcera de Marjolin = ulceração crônica em cicatriz (queimadura) → carcinoma de células escamosas.

Resumo-Chave

A úlcera de Marjolin é uma condição rara, mas grave, caracterizada pela degeneração maligna de uma ferida crônica ou cicatriz, mais comumente de queimaduras, em carcinoma de células escamosas. O período de latência para essa transformação é geralmente longo, podendo levar décadas.

Contexto Educacional

A úlcera de Marjolin é uma condição rara, mas clinicamente importante, caracterizada pela degeneração maligna de uma ferida crônica ou cicatriz, sendo as cicatrizes de queimaduras a etiologia mais comum. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais prevalente em homens idosos. A importância clínica reside na necessidade de vigilância de lesões crônicas, especialmente aquelas que não cicatrizam ou que apresentam alterações em suas características, como crescimento rápido, dor, sangramento ou bordas elevadas. A fisiopatologia da úlcera de Marjolin envolve um processo inflamatório crônico e repetido trauma na cicatriz, que leva a alterações celulares e, eventualmente, à malignização. O carcinoma de células escamosas (CEC) é o tipo histológico mais frequentemente encontrado. O diagnóstico é feito por biópsia da lesão. O período de latência entre a lesão original e o desenvolvimento do câncer é geralmente longo, variando de décadas, o que ressalta a importância do acompanhamento de pacientes com grandes cicatrizes de queimadura ao longo da vida. O tratamento da úlcera de Marjolin é predominantemente cirúrgico, com ressecção ampla da lesão e margens de segurança adequadas. A radioterapia e a quimioterapia podem ser utilizadas em casos avançados ou como adjuvantes. O prognóstico depende do estágio da doença no momento do diagnóstico, sendo que a detecção precoce melhora significativamente os resultados. Residentes devem estar cientes dessa condição para um diagnóstico e manejo adequados, evitando atrasos que possam comprometer o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

O que é a úlcera de Marjolin e qual sua principal causa?

A úlcera de Marjolin é uma ulceração crônica que se desenvolve em cicatrizes de longa data, sendo as cicatrizes de queimaduras a causa mais comum. Outras causas incluem úlceras de pressão, osteomielite crônica e locais de vacinação ou radioterapia prévia.

Qual o tipo histológico mais comum de malignidade na úlcera de Marjolin?

O tipo histológico mais comum de malignidade associado à úlcera de Marjolin é o carcinoma de células escamosas (CEC). Embora menos frequente, outros tumores como carcinoma basocelular ou melanoma também podem ocorrer, mas o CEC é o predominante.

Qual o tempo médio de latência para a malignização de uma úlcera de Marjolin?

O período de latência para a malignização de uma úlcera de Marjolin é geralmente longo, variando de 20 a 30 anos em média, mas pode ser de apenas alguns anos ou se estender por mais de 70 anos. É uma condição que se desenvolve em feridas crônicas e negligenciadas.

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