Úlcera Genital: Manejo Sindrômico e Tratamento MS

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

Uma mulher de 25 anos comparece ao consultório de ginecologia com quadro de úlcera genital única, de bordo elevado e fundo amarelado, ausência de vesículas ativas. Não há testes laboratoriais disponíveis no momento do atendimento. Baseado nas orientações do ministério da saúde para tratamento das úlceras genitais, qual seria a melhor opção terapêutica?

Alternativas

  1. A) Azitromicina 1g via oral em dose única + penicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose única.
  2. B) Azitromicina 1g via oral em dose única + penicilina benzatina 1.200.000 UI IM em dose única.
  3. C) Azitromicina 1g via oral em dose única + penicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose única + ceftriaxone 500mg IM em dose única.
  4. D) Penicilina benzatina 2.400.00 UI IM em dose única.
  5. E) Azitromicina 1 g em dose única.

Pérola Clínica

Úlcera genital única, bordo elevado, fundo amarelado → tratamento sindrômico para Sífilis (Penicilina) + Cancro Mole (Azitromicina).

Resumo-Chave

Diante de uma úlcera genital única com características inespecíficas e sem testes laboratoriais, o Ministério da Saúde orienta o tratamento sindrômico para as causas mais comuns: sífilis (penicilina benzatina) e cancro mole (azitromicina). A combinação visa cobrir ambos os agentes etiológicos mais prováveis.

Contexto Educacional

As úlceras genitais são lesões comuns na prática ginecológica e urológica, frequentemente associadas a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A etiologia mais comum inclui sífilis, herpes genital e cancro mole. Para residentes, é vital dominar o diagnóstico diferencial e, principalmente, o manejo sindrômico preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), especialmente em cenários onde os testes laboratoriais não estão imediatamente disponíveis. O tratamento precoce e adequado é crucial para prevenir complicações e interromper a cadeia de transmissão. O caso clínico apresenta uma úlcera única com características que podem ser compatíveis tanto com sífilis primária (cancro duro) quanto com cancro mole. Na ausência de testes laboratoriais, o MS orienta o tratamento sindrômico, que visa cobrir os agentes etiológicos mais prevalentes. Para úlceras genitais, isso geralmente envolve a cobertura para sífilis e cancro mole. A combinação terapêutica recomendada pelo MS para úlcera genital é a penicilina benzatina 2.400.000 UI IM em dose única (para sífilis) e azitromicina 1g VO em dose única (para cancro mole). Essa abordagem garante que as principais causas bacterianas sejam tratadas eficazmente, mesmo sem um diagnóstico etiológico confirmado. É importante orientar o paciente sobre a abstinência sexual durante o tratamento e a necessidade de rastreamento para outras ISTs, além do acompanhamento para verificar a cicatrização da lesão.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de úlcera genital e como diferenciá-las clinicamente?

As principais causas são sífilis (cancro duro, indolor, bordos elevados), herpes genital (vesículas agrupadas, dolorosas), cancro mole (úlcera dolorosa, fundo purulento, bordos irregulares) e linfogranuloma venéreo (úlcera pequena, adenopatia inguinal). A diferenciação clínica pode ser difícil, por isso o tratamento sindrômico é comum.

Por que o Ministério da Saúde recomenda o tratamento combinado para úlcera genital?

O tratamento combinado é recomendado devido à dificuldade de diagnóstico etiológico rápido e preciso em muitos serviços, à possibilidade de coinfecção e à necessidade de iniciar o tratamento o mais breve possível para interromper a cadeia de transmissão e evitar complicações.

Qual a dose e via de administração da penicilina benzatina para sífilis primária?

Para sífilis primária, a dose recomendada de penicilina benzatina é de 2.400.000 UI, administrada por via intramuscular em dose única. É crucial verificar a ausência de alergia à penicilina antes da administração.

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