SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Adolescente de 15 anos, feminino, procura Unidade Básica de Saúde com queixa de ferida em vulva há 7 dias. Relata sexarca aos 13 anos, 5 parcerias sexuais nos últimos 6 meses e não usa preservativos. Faz uso regular de anticonceptivo hormonal injetável; última menstruação há 15 dias. Exame físico da região genital: presença de úlcera indolor, endurecida, sem secreção em grande lábio esquerdo. Linfonodos inguinais palpáveis, fibroelásticos, móveis indolores, o maior medindo 2,0 x 2,0cm. Não há disponibilidade para a realização de exame bacterioscópico da lesão. Qual a conduta mais adequada para o caso?
Úlcera genital indolor, endurecida, linfonodos móveis = Sífilis. Tratar sífilis + cancro mole empiricamente.
A úlcera indolor e endurecida sugere sífilis primária (cancro duro). A ausência de bacterioscopia e o histórico de múltiplas parcerias justificam o tratamento empírico para as causas mais comuns de úlcera genital, incluindo sífilis e cancro mole, que são tratáveis com penicilina benzatina e azitromicina, respectivamente.
Úlceras genitais em adolescentes são um sinal de infecção sexualmente transmissível (IST) e exigem uma abordagem diagnóstica e terapêutica rápida e eficaz. A história sexual da paciente, com sexarca precoce e múltiplas parcerias sem preservativo, aumenta significativamente o risco de ISTs. A úlcera indolor, endurecida e com linfonodos fibroelásticos e móveis é altamente sugestiva de sífilis primária (cancro duro). No entanto, a ausência de exames laboratoriais imediatos e a possibilidade de coinfecção justificam o tratamento empírico para as causas mais comuns de úlcera genital. As diretrizes recomendam cobrir sífilis e cancro mole. A sífilis é tratada com penicilina benzatina (2,4 milhões de UI IM, dose única para sífilis primária, secundária ou latente recente). O cancro mole é tratado com azitromicina (1g dose única) ou ceftriaxona. É vital que residentes saibam identificar os sinais clínicos, realizar o diagnóstico diferencial e iniciar o tratamento empírico adequado para evitar a progressão da doença, reduzir a transmissibilidade e prevenir complicações a longo prazo. O aconselhamento sobre sexo seguro e testagem para outras ISTs (HIV, hepatites) também é parte integrante da conduta.
As principais causas incluem sífilis (cancro duro), herpes genital, cancro mole e linfogranuloma venéreo. A história clínica e o exame físico são cruciais para o diagnóstico diferencial.
O tratamento empírico é recomendado devido à dificuldade de diagnóstico laboratorial rápido e preciso, à alta probabilidade de coinfecção por múltiplas DSTs e à necessidade de iniciar o tratamento o mais rápido possível para prevenir a transmissão e complicações.
A sífilis primária (cancro duro) geralmente apresenta uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e endurecidas, com linfonodos inguinais móveis e indolores. O cancro mole (cancroide) tipicamente causa úlceras múltiplas, dolorosas, com bordas irregulares e linfonodos dolorosos e supurativos.
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