UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Para tratar úlceras genitais na suspeita de infecção sexualmente ativa, sem exames laboratoriais disponíveis, algumas características devem ser levadas em conta para o manejo da lesão, segundo o fluxograma do Ministério da Saúde. Uma delas é a evidência de:
Úlceras genitais + evidência de lesões vesiculosas ativas → forte suspeita de Herpes Genital.
No manejo sindrômico das úlceras genitais, a presença de lesões vesiculosas ativas é um forte indicativo de herpes genital. Essa característica é crucial para guiar a conduta terapêutica empírica, especialmente na ausência de exames laboratoriais, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
As úlceras genitais representam um desafio diagnóstico e terapêutico comum na prática clínica, especialmente em contextos com recursos laboratoriais limitados. O manejo sindrômico, preconizado pelo Ministério da Saúde, é uma estratégia eficaz para iniciar o tratamento rapidamente e controlar a disseminação das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). É fundamental para residentes reconhecer as características clínicas que guiam essa abordagem. A fisiopatologia das úlceras genitais varia conforme o agente etiológico. No caso do herpes genital, o vírus HSV causa lesões vesiculosas que evoluem para úlceras dolorosas. A presença de vesículas ativas é um sinal patognomônico que permite a diferenciação de outras ISTs, como a sífilis (cancro duro, indolor) ou o cancroide (cancro mole, doloroso e com bordas irregulares e base suja). A conduta para úlceras genitais com lesões vesiculosas ativas, no manejo sindrômico, envolve o tratamento empírico para herpes genital, geralmente com antivirais como aciclovir. É importante também considerar o tratamento para sífilis, dado que a coinfecção é comum. O prognóstico é favorável com tratamento adequado, mas a recorrência do herpes é frequente. Aconselhamento sobre prevenção e testagem para outras ISTs é crucial para a saúde pública.
As principais causas de úlceras genitais são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como herpes genital (HSV), sífilis (cancro duro), cancroide (Haemophilus ducreyi) e linfogranuloma venéreo (Chlamydia trachomatis).
O manejo sindrômico de úlceras genitais baseia-se na avaliação das características clínicas da lesão (dolorosa/indolor, única/múltipla, vesiculosa) para direcionar o tratamento empírico para as ISTs mais prováveis, na ausência de exames laboratoriais.
A presença de lesões vesiculosas ativas é um achado altamente sugestivo de herpes genital, diferenciando-o de outras causas de úlceras genitais como sífilis ou cancroide, que tipicamente não apresentam vesículas, mas sim úlceras francas.
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