Úlceras Genitais: Manejo Sindrômico e Sinais de Herpes

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Para tratar úlceras genitais na suspeita de infecção sexualmente ativa, sem exames laboratoriais disponíveis, algumas características devem ser levadas em conta para o manejo da lesão, segundo o fluxograma do Ministério da Saúde. Uma delas é a evidência de:

Alternativas

  1. A) lesões vesiculosas ativas
  2. B) sintomas dolorosos incipientes
  3. C) linfonodos inguinais aumentados
  4. D) bordas sangrativas à manipulação

Pérola Clínica

Úlceras genitais + evidência de lesões vesiculosas ativas → forte suspeita de Herpes Genital.

Resumo-Chave

No manejo sindrômico das úlceras genitais, a presença de lesões vesiculosas ativas é um forte indicativo de herpes genital. Essa característica é crucial para guiar a conduta terapêutica empírica, especialmente na ausência de exames laboratoriais, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Contexto Educacional

As úlceras genitais representam um desafio diagnóstico e terapêutico comum na prática clínica, especialmente em contextos com recursos laboratoriais limitados. O manejo sindrômico, preconizado pelo Ministério da Saúde, é uma estratégia eficaz para iniciar o tratamento rapidamente e controlar a disseminação das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). É fundamental para residentes reconhecer as características clínicas que guiam essa abordagem. A fisiopatologia das úlceras genitais varia conforme o agente etiológico. No caso do herpes genital, o vírus HSV causa lesões vesiculosas que evoluem para úlceras dolorosas. A presença de vesículas ativas é um sinal patognomônico que permite a diferenciação de outras ISTs, como a sífilis (cancro duro, indolor) ou o cancroide (cancro mole, doloroso e com bordas irregulares e base suja). A conduta para úlceras genitais com lesões vesiculosas ativas, no manejo sindrômico, envolve o tratamento empírico para herpes genital, geralmente com antivirais como aciclovir. É importante também considerar o tratamento para sífilis, dado que a coinfecção é comum. O prognóstico é favorável com tratamento adequado, mas a recorrência do herpes é frequente. Aconselhamento sobre prevenção e testagem para outras ISTs é crucial para a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de úlceras genitais?

As principais causas de úlceras genitais são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como herpes genital (HSV), sífilis (cancro duro), cancroide (Haemophilus ducreyi) e linfogranuloma venéreo (Chlamydia trachomatis).

Como o manejo sindrômico de úlceras genitais é realizado?

O manejo sindrômico de úlceras genitais baseia-se na avaliação das características clínicas da lesão (dolorosa/indolor, única/múltipla, vesiculosa) para direcionar o tratamento empírico para as ISTs mais prováveis, na ausência de exames laboratoriais.

Qual a importância das lesões vesiculosas ativas no diagnóstico diferencial?

A presença de lesões vesiculosas ativas é um achado altamente sugestivo de herpes genital, diferenciando-o de outras causas de úlceras genitais como sífilis ou cancroide, que tipicamente não apresentam vesículas, mas sim úlceras francas.

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