Úlcera Gástrica: Classificação de Johnson e Fisiopatologia

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022

Enunciado

Na investigação de um quadro de dispepsia, o paciente realiza uma endoscopia digestiva alta, cujo diagnóstico endoscópico foi de uma úlcera gástrica. Assim, está correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) As úlceras do tipo III se localizam na curvatura menor, junto à incisura angularis, e apresenta normocloridria ou hipocloridria.
  2. B) As úlceras do tipo II estão localizadas no corpo do estômago, junto à incisura angularis, em combinação com uma úlcera duodenal e têm produção ácida aumentada.
  3. C) As úlceras do tipo IV são pré-pilóricas e cursam com hipercloridria.
  4. D) As úlceras do tipo III ocorrem próximo à incisura angularis e cursam com normo ou hipercloridria.
  5. E) As úlceras gástricas, independentemente da localização, cursam com hipercloridria.

Pérola Clínica

Úlcera gástrica tipo II = úlcera no corpo + úlcera duodenal, associada à hipersecreção ácida.

Resumo-Chave

A classificação de Johnson para úlceras gástricas é crucial para entender a fisiopatologia e o manejo. As úlceras tipo II são caracterizadas pela presença de uma úlcera gástrica no corpo do estômago (geralmente próxima à incisura angularis) em conjunto com uma úlcera duodenal, e estão associadas a uma produção ácida aumentada.

Contexto Educacional

A úlcera gástrica é uma lesão na mucosa do estômago que se estende até a muscular da mucosa, sendo uma manifestação comum da doença péptica. Sua prevalência tem diminuído com a erradicação do H. pylori e o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP), mas ainda representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A classificação de Johnson para úlceras gástricas é um sistema tradicional que categoriza as úlceras com base em sua localização e no perfil de secreção ácida, o que reflete diferentes mecanismos fisiopatológicos. As úlceras tipo II, por exemplo, são úlceras gástricas no corpo associadas a úlceras duodenais e hipersecreção ácida, sugerindo um componente mais agressivo da doença. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta e a biópsia para descartar malignidade e pesquisar H. pylori. O tratamento envolve IBP, erradicação de H. pylori (se presente) e suspensão de AINEs. A compreensão da classificação de Johnson ajuda a contextualizar a doença e a guiar o manejo, embora a abordagem terapêutica atual seja mais focada na etiologia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de úlcera gástrica na classificação de Johnson?

A classificação de Johnson divide as úlceras gástricas em: Tipo I (curvatura menor, normo/hipocloridria), Tipo II (corpo gástrico + duodenal, hipercloridria), Tipo III (pré-pilórica, hipercloridria), Tipo IV (cárdia, hipocloridria) e Tipo V (induzida por AINEs, em qualquer local).

Qual a importância da classificação de Johnson para o tratamento da úlcera gástrica?

A classificação auxilia na compreensão da fisiopatologia subjacente (secreção ácida vs. barreira mucosa) e pode guiar o tratamento, especialmente em casos cirúrgicos, embora o manejo atual seja predominantemente clínico com IBP e erradicação de H. pylori.

Como a presença de H. pylori se relaciona com os diferentes tipos de úlcera gástrica?

H. pylori é um fator etiológico importante para a maioria das úlceras gástricas e duodenais. Embora a hipercloridria seja mais comum em úlceras duodenais e nos tipos II e III gástricas, a infecção por H. pylori pode estar presente em todos os tipos, alterando a barreira mucosa.

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