Úlcera Gástrica Persistente: Conduta e Risco de Malignidade

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 58 anos, tabagista pesado e portador de osteoartrite de joelhos em uso regular de naproxeno 500 mg duas vezes ao dia, retorna para consulta de seguimento gastroenterológico. Há dez semanas, ele apresentou quadro de epigastralgia intensa e perda ponderal de 2 kg, sendo diagnosticado por endoscopia digestiva alta com uma úlcera gástrica de 1,5 cm em corpo gástrico, com bordas regulares e fundo limpo (Sakita A2). Na ocasião, as biópsias iniciais foram negativas para neoplasia e o teste rápido da urease foi positivo. O paciente completou o esquema de 14 dias com amoxicilina, claritromicina e omeprazol 20 mg. Ele relata ter suspendido o anti-inflamatório apenas durante as duas semanas do tratamento antibiótico, retornando ao uso logo em seguida por dor articular. Uma endoscopia de controle realizada há dois dias (oito semanas após o término dos antibióticos e em uso contínuo de omeprazol 20 mg/dia) revelou que a úlcera persiste no corpo gástrico, medindo agora 1,2 cm, com bordas discretamente elevadas e irregulares. O novo teste de urease realizado na biópsia foi negativo. Diante da persistência da lesão e do quadro clínico descrito, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar múltiplas biópsias das bordas e da base da úlcera e aumentar a dose do inibidor de bomba de prótons.
  2. B) Encaminhar o paciente para tratamento cirúrgico definitivo via gastrectomia subtotal devido à refratariedade clínica.
  3. C) Prescrever esquema de resgate para Helicobacter pylori com bismuto, tetraciclina, metronidazol e inibidor de bomba de prótons.
  4. D) Suspender o uso do inibidor de bomba de prótons por duas semanas e repetir a endoscopia para novo teste de urease.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo