INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um homem, com 58 anos de idade, foi atendido em ambulatório de hospital secundário. Relatava dor e queimação epigástrica que aumentava após a ingestão de alimentos, acompanhada de plenitude pós-prandial. Realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou úlcera com 5 mm de diâmetro na parede anterior do antro gástrico, na região pré-pilórica. Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada a ser seguida.
Úlcera gástrica (especialmente pré-pilórica) → SEMPRE biópsia para excluir malignidade e pesquisar H. pylori.
Toda úlcera gástrica, independentemente do tamanho ou localização, deve ser biopsiada para excluir malignidade, pois a diferenciação macroscópica entre úlcera benigna e maligna é difícil. A pesquisa de H. pylori também é fundamental para o tratamento etiológico.
A úlcera péptica é uma lesão na mucosa do trato gastrointestinal que se estende até a muscular da mucosa. Embora as úlceras duodenais sejam predominantemente benignas, as úlceras gástricas, especialmente em pacientes acima de 40 anos, apresentam um risco significativo de malignidade. A diferenciação macroscópica entre uma úlcera gástrica benigna e uma maligna pode ser desafiadora durante a endoscopia digestiva alta (EDA). Diante de uma úlcera gástrica, a conduta padrão e mais adequada é realizar biópsias seriadas da lesão e de suas bordas para análise histopatológica. Este procedimento é essencial para excluir a presença de neoplasia gástrica. Além disso, a pesquisa de Helicobacter pylori é mandatória, pois a infecção por essa bactéria é a principal causa de úlcera péptica e um fator de risco para câncer gástrico. A erradicação do H. pylori é crucial para a cicatrização da úlcera e prevenção de recidivas. Tratar empiricamente com inibidores de secreção gástrica ou erradicar o H. pylori sem biópsia prévia da úlcera gástrica é um erro grave, pois pode mascarar um câncer gástrico e atrasar seu diagnóstico, comprometendo o prognóstico do paciente. A reavaliação endoscópica com novas biópsias após o tratamento é indicada para confirmar a cicatrização e a benignidade da lesão.
Toda úlcera gástrica deve ser biopsiada para excluir malignidade, pois úlceras malignas podem ter aparência macroscópica semelhante às benignas, e o diagnóstico precoce do câncer gástrico é crucial para o prognóstico.
A infecção por Helicobacter pylori é a principal causa de úlcera péptica, incluindo úlceras gástricas e duodenais, e também um fator de risco importante para câncer gástrico. Sua erradicação é fundamental no tratamento.
Úlceras duodenais são quase sempre benignas e raramente requerem biópsia, enquanto úlceras gástricas têm um risco significativo de malignidade e, portanto, a biópsia é obrigatória para todas.
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