UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa que apresenta o que NÃO deve ser o tratamento de úlcera de estase dos membros inferiores no paciente com varizes:
Úlcera de estase: tratamento foca em compressão, elevação e cuidado local. Amputação é medida extrema e NÃO é tratamento primário.
O tratamento da úlcera de estase (úlcera venosa) é multifacetado e visa corrigir a causa subjacente (insuficiência venosa), promover a cicatrização e aliviar os sintomas. Inclui compressão (ex: bota de Unna), elevação dos membros, desbridamento, curativos adequados e, se houver infecção, antibióticos. Anti-inflamatórios e analgésicos são para controle da dor. A amputação é uma medida extrema, reservada para complicações graves e incontroláveis, como infecção disseminada ou isquemia crítica, e não é uma opção de tratamento primário para úlceras de estase.
A úlcera de estase, ou úlcera venosa, é uma manifestação comum e debilitante da insuficiência venosa crônica (IVC) dos membros inferiores. Caracteriza-se por uma ferida aberta na pele, geralmente na região maleolar, que surge devido à hipertensão venosa prolongada, levando a edema, inflamação, extravasamento de hemácias e proteínas, e subsequente dano tecidual e dificuldade de cicatrização. A prevalência aumenta com a idade e é uma causa significativa de morbidade e redução da qualidade de vida. A fisiopatologia envolve a disfunção das válvulas venosas, que resulta em refluxo sanguíneo e aumento da pressão hidrostática nas veias dos membros inferiores. Essa hipertensão venosa leva ao extravasamento de fluidos e células para o espaço intersticial, causando edema, dermatite de estase, lipodermatoesclerose e, eventualmente, a formação de úlceras. O diagnóstico é clínico, baseado na aparência da úlcera e nos sinais de IVC, e pode ser complementado por ultrassonografia Doppler para avaliar o sistema venoso. O tratamento da úlcera de estase é complexo e multifacetado, com o objetivo principal de promover a cicatrização e prevenir a recorrência. O pilar do tratamento é a terapia compressiva, geralmente com bandagens elásticas ou a bota de Unna, que reduz o edema e melhora o retorno venoso. Outras medidas incluem elevação dos membros, desbridamento de tecido necrótico, curativos apropriados para manter um ambiente úmido, e manejo da dor com analgésicos e anti-inflamatórios. Antibióticos são reservados para úlceras infectadas. A amputação, por outro lado, é uma medida extrema e não faz parte do tratamento primário da úlcera de estase, sendo considerada apenas em casos de complicações graves e incontroláveis, como infecção disseminada ou isquemia crítica do membro.
O pilar do tratamento da úlcera de estase venosa é a terapia compressiva. Isso inclui o uso de bandagens elásticas, meias de compressão ou sistemas como a bota de Unna. A compressão ajuda a reduzir o edema, melhorar o retorno venoso e promover a cicatrização da úlcera, sendo essencial para o sucesso terapêutico.
Antibióticos são indicados apenas quando há sinais claros de infecção local ou sistêmica na úlcera, como celulite circundante, aumento da dor, eritema, calor, pus ou febre. O uso rotineiro de antibióticos em úlceras não infectadas não acelera a cicatrização e pode levar à resistência bacteriana.
Além da terapia compressiva, as medidas gerais incluem elevação dos membros inferiores para reduzir o edema, desbridamento de tecido necrótico para promover a cicatrização, curativos adequados para manter um ambiente úmido e proteger a ferida, controle da dor com analgésicos e anti-inflamatórios, e tratamento da insuficiência venosa subjacente, que pode envolver cirurgia ou escleroterapia.
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