HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
Paciente 79 anos, em pós-operatório de artroplastia de quadril, em uso de opioides e antiinflamatório para manejo de dor procura a emergência com quadro de dor abdominal importante associada a vômitos volumosos com conteúdo sanguinolento. Considerando a hipótese de uma úlceraduodenal sangrante, a artéria mais comumente acometida é a:
Úlcera duodenal sangrante → artéria gastroduodenal é a mais comumente acometida devido à sua proximidade.
A artéria gastroduodenal é a principal responsável por sangramentos de úlceras duodenais, especialmente as localizadas na parede posterior do bulbo duodenal, devido à sua íntima relação anatômica com essa região.
A úlcera péptica, seja gástrica ou duodenal, é uma condição comum, e o sangramento é a complicação mais frequente e potencialmente fatal. A hemorragia digestiva alta por úlcera duodenal é uma emergência médica que requer reconhecimento e manejo rápidos. Anatomicamente, o bulbo duodenal está em íntima relação com a artéria gastroduodenal, que cursa posteriormente a ele. Úlceras que penetram profundamente na parede posterior do duodeno podem erodir essa artéria, resultando em sangramento arterial volumoso e de difícil controle. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que também permite a hemostasia. Fatores de risco como uso de AINEs e infecção por H. pylori devem ser investigados e tratados. O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica, inibidores da bomba de prótons e, se necessário, intervenção endoscópica, radiológica ou cirúrgica.
A artéria gastroduodenal passa posteriormente ao bulbo duodenal. Úlceras profundas na parede posterior do duodeno podem erodir essa artéria, causando sangramento maciço.
Uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), infecção por Helicobacter pylori, tabagismo, estresse fisiológico (pós-operatório, sepse) e uso de anticoagulantes ou antiplaquetários são fatores de risco importantes.
Pode se manifestar como hematêmese (vômitos com sangue), melena (fezes escuras e pegajosas) ou, em casos de sangramento maciço, choque hipovolêmico com dor abdominal e vômitos sanguinolentos.
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