PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Mulher de 35 anos é submetida a uma laparotomia de emergência devido a uma úlcera duodenal posterior perfurada que resultou em sangramento abundante. A úlcera estava localizada na primeira porção do duodeno. Qual artéria tem maior probabilidade de causar essa hemorragia?
Úlcera duodenal posterior perfurada na 1ª porção → Sangramento abundante = Lesão da Artéria Gastroduodenal.
A primeira porção do duodeno está intimamente relacionada com a artéria gastroduodenal, que passa posteriormente a ela. Uma úlcera perfurada na parede posterior dessa região tem alta probabilidade de erodir essa artéria, causando hemorragia digestiva alta grave e potencialmente fatal.
As úlceras pépticas, especialmente as duodenais, são condições comuns que podem levar a complicações graves, como sangramento e perfuração. A localização da úlcera é crucial para determinar o risco e o tipo de complicação. Úlceras na parede posterior da primeira porção do duodeno são particularmente perigosas devido à sua proximidade com grandes vasos sanguíneos. A artéria gastroduodenal é um ramo da artéria hepática comum e passa diretamente posterior à primeira porção do duodeno. Quando uma úlcera péptica nessa localização erode profundamente a parede duodenal, ela pode atingir e perfurar a artéria gastroduodenal, resultando em uma hemorragia digestiva alta maciça e potencialmente fatal. O reconhecimento rápido dessa complicação e a intervenção cirúrgica de emergência são essenciais para o manejo. A ligadura da artéria gastroduodenal ou de seus ramos, como a artéria pancreatoduodenal superior, é um procedimento vital para controlar o sangramento. O conhecimento da anatomia vascular da região é indispensável para cirurgiões e gastroenterologistas.
Úlceras posteriores têm maior risco de perfurar vasos sanguíneos importantes, como a artéria gastroduodenal, levando a hemorragias graves, enquanto as anteriores tendem a perfurar para a cavidade peritoneal.
A artéria gastroduodenal corre posteriormente à primeira porção do duodeno, tornando-a vulnerável à erosão por úlceras penetrantes nessa região, o que pode resultar em sangramento maciço.
Sinais incluem hematêmese, melena, dor abdominal intensa, sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, palidez) e peritonite se houver perfuração livre para a cavidade abdominal.
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