SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Considere uma úlcera duodenal crônica de parede posterior do bulbo com hemorragia digestiva alta volumosa. A provável artéria que deve estar alimentando esse sangramento é:
Úlcera em parede posterior do bulbo duodenal → Erosão da Artéria Gastroduodenal → HDA volumosa.
A artéria gastroduodenal localiza-se imediatamente atrás da primeira porção do duodeno; úlceras penetrantes nesta localização são causas clássicas de hemorragia digestiva maciça.
A úlcera péptica duodenal é uma patologia comum, fortemente associada à infecção por H. pylori e ao uso de AINEs. O conhecimento da anatomia regional é crucial para o cirurgião e para o gastroenterologista. A parede posterior do bulbo duodenal é uma 'zona de perigo' devido à proximidade com a artéria gastroduodenal. Em quadros de Hemorragia Digestiva Alta (HDA) volumosa com instabilidade hemodinâmica, a suspeita de erosão arterial deve ser imediata. O tratamento evoluiu de cirurgias de emergência para técnicas endoscópicas avançadas, mas a compreensão de que a artéria gastroduodenal é o vaso culpado orienta tanto a terapêutica quanto a vigilância de ressangramento, que é mais comum em vasos de maior calibre.
As úlceras localizadas na parede anterior do bulbo duodenal tendem a perfurar para a cavidade peritoneal, causando abdome agudo perfurativo (pneumoperitônio). Já as úlceras da parede posterior tendem a penetrar em estruturas retroperitoneais ou órgãos adjacentes. Como a artéria gastroduodenal desce verticalmente logo atrás da primeira porção do duodeno, ela fica vulnerável à erosão ácida e péptica, resultando em hemorragias volumosas e muitas vezes arteriais (em jato).
A artéria gastroduodenal é um dos ramos terminais da artéria hepática comum (que se origina do tronco celíaco). Ela desce posterior ao duodeno e se divide em artéria gastroepiploica direita e artérias pancreatoduodenais superiores. Sua localização estratégica a torna o principal vaso envolvido em complicações hemorrágicas graves do bulbo duodenal.
O manejo inicial é endoscópico, utilizando clipagem, injeção de adrenalina ou eletrocoagulação. Em casos de sangramento refratário ou volumoso que impede a visualização endoscópica, pode ser necessária a intervenção cirúrgica (duodenotomia e sutura do vaso sangrante na base da úlcera) ou embolização por radiologia intervencionista.
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