UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
Paciente, masculino de 36 anos, deu entrada na urgência com quadro de abdome agudo perfurativo, foi submetido à laparotomia de emergência devido a uma úlcera duodenal posterior perfurada que resultou em sangramento abundante. A úlcera estava localizada na primeira porção duodenal. Qual artéria tem maior possibilidade de causar essa hemorragia?
Úlcera duodenal posterior na 1ª porção → sangramento da Artéria Gastroduodenal.
Úlceras pépticas localizadas na parede posterior da primeira porção do duodeno têm alto risco de perfurar e erodir a artéria gastroduodenal, que passa adjacente a essa região. Essa erosão arterial pode resultar em hemorragia digestiva alta maciça e potencialmente fatal, exigindo intervenção cirúrgica de emergência.
As úlceras pépticas são lesões na mucosa do trato gastrointestinal, mais comumente no estômago e duodeno. As úlceras duodenais, em particular aquelas localizadas na primeira porção, são frequentes. Embora a maioria das úlceras seja tratada clinicamente, as complicações representam emergências médicas e cirúrgicas. Entre as complicações, o sangramento é a mais comum, e a perfuração é a segunda mais grave. Quando uma úlcera duodenal se localiza na parede posterior da primeira porção do duodeno e perfura, ela tem uma alta probabilidade de erodir a artéria gastroduodenal. Esta artéria é um ramo da artéria hepática comum e cursa inferiormente, posteriormente à primeira porção do duodeno, antes de se dividir nas artérias pancreaticoduodenal superior anterior e posterior e na artéria gastroepiplóica direita. A erosão da artéria gastroduodenal resulta em hemorragia digestiva alta maciça, que pode ser fatal se não for rapidamente controlada. O manejo de uma úlcera duodenal perfurada com sangramento abundante é uma emergência cirúrgica. A laparotomia exploradora é frequentemente necessária para controlar o sangramento (ligadura da artéria) e reparar a perfuração. O conhecimento da anatomia vascular da região duodenal é crucial para o cirurgião identificar e controlar a fonte da hemorragia de forma eficaz. Residentes devem dominar essa relação anatômica para um manejo adequado dessas emergências.
A artéria gastroduodenal cursa posteriormente à primeira porção do duodeno. Devido a essa proximidade anatômica, uma úlcera péptica que perfura a parede posterior do duodeno nessa região tem grande probabilidade de erodir a artéria gastroduodenal, causando sangramento maciço.
Úlceras duodenais posteriores são mais perigosas porque a parede posterior do duodeno está em contato direto com estruturas vasculares importantes, como a artéria gastroduodenal. A perfuração ou erosão dessas úlceras pode levar a hemorragias graves e de difícil controle.
As principais complicações de uma úlcera péptica incluem sangramento (hemorragia digestiva alta), perfuração (levando a peritonite), penetração (em órgãos adjacentes como pâncreas) e obstrução (por edema ou cicatrização estenótica). O sangramento é a complicação mais comum.
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