Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Os microrganismos mais comumente encontrados nos quadros de perfuração por úlcera duodenal são:
Úlcera duodenal perfurada → peritonite por flora intestinal: E. coli e Bacteroides.
A perfuração de uma úlcera duodenal leva ao extravasamento do conteúdo gastroduodenal para a cavidade peritoneal, resultando em peritonite. Os microrganismos mais comumente envolvidos refletem a flora do trato gastrointestinal superior e, principalmente, do intestino delgado, com predominância de Gram-negativos entéricos (como E. coli) e anaeróbios (como Bacteroides).
A perfuração de uma úlcera duodenal é uma emergência cirúrgica grave que resulta no extravasamento de conteúdo gastroduodenal para a cavidade peritoneal, levando a uma peritonite bacteriana secundária. Embora a etiologia da úlcera seja frequentemente associada ao Helicobacter pylori ou ao uso de AINEs, os microrganismos responsáveis pela infecção peritoneal são aqueles que compõem a flora normal do trato gastrointestinal. A cavidade abdominal, quando exposta ao conteúdo intestinal, é rapidamente contaminada. Os microrganismos mais frequentemente isolados em casos de peritonite por perfuração de úlcera duodenal são as bactérias Gram-negativas entéricas, como a Escherichia coli, e os anaeróbios, notadamente espécies de Bacteroides, em particular o Bacteroides fragilis. Esses patógenos são os principais responsáveis pela morbidade e mortalidade associadas a essa condição. O reconhecimento desses agentes é fundamental para a escolha da antibioticoterapia empírica, que deve ter amplo espectro e cobrir tanto Gram-negativos quanto anaeróbios, antes mesmo da identificação microbiológica definitiva. O tratamento envolve, além dos antibióticos, a correção cirúrgica da perfuração e o suporte intensivo ao paciente.
Os sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, em 'punhalada', que se irradia para o ombro, abdome em tábua, náuseas, vômitos e sinais de peritonite.
A perfuração permite que a flora bacteriana do trato gastrointestinal, que inclui predominantemente bactérias Gram-negativas entéricas como E. coli e anaeróbios como Bacteroides, extravase para a cavidade peritoneal.
O tratamento inicial envolve estabilização hemodinâmica, antibioticoterapia de amplo espectro cobrindo Gram-negativos e anaeróbios, e reparo cirúrgico da perfuração.
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