UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, com histórico de úlcera duodenal, apresenta dor abdominal súbita, intensa e generalizada. No exame físico, o paciente está com sinais de peritonite difusa e distensão abdominal. Após a realização de exames de imagem, é confirmada uma perfuração de úlcera duodenal. No intra-operatório, identificada úlcera de 1cm na primeira porção duodenal. Qual é a abordagem cirúrgica inicial mais apropriada?
Úlcera duodenal perfurada < 2cm → Ulcerorrafia + Patch de Graham (Omentoplastia).
O tratamento padrão para perfurações duodenais pequenas em pacientes com peritonite é o fechamento primário (ulcerorrafia) protegido por um retalho de omento pediculado (técnica de Graham).
A perfuração é uma complicação grave da úlcera péptica, ocorrendo em cerca de 2-10% dos pacientes. A localização mais comum é a parede anterior do duodeno. O diagnóstico é sugerido pela clínica e confirmado pela presença de pneumoperitônio na radiografia de tórax em pé ou TC de abdome. O tratamento é cirúrgico na vasta maioria dos casos, preferencialmente por via laparoscópica se disponível e o cirurgião for experiente. A ulcerorrafia com patch de Graham é o padrão-ouro por ser rápida, segura e eficaz. No pós-operatório, é mandatório iniciar IBP endovenoso, realizar a pesquisa e erradicação de H. pylori e orientar a suspensão de AINEs e tabagismo.
É uma técnica cirúrgica usada para selar perfurações de úlceras duodenais ou gástricas. Consiste em colocar um pedaço de omento (epíplon) sobre a perfuração e fixá-lo com suturas seromusculares. O omento atua como um 'tampão' biológico, fornecendo vascularização e fatores inflamatórios que auxiliam na cicatrização e vedação da fístula.
O paciente tipicamente apresenta dor abdominal súbita e intensa ('em facada'), que rapidamente se torna generalizada. Ao exame físico, observa-se abdome em tábua (defesa involuntária) e o sinal de Jobert (perda da macicez hepática à percussão devido ao pneumoperitônio). Sinais de sepse podem surgir com a evolução da peritonite química para bacteriana.
Raramente no cenário de urgência. Com a eficácia dos IBPs e do tratamento para H. pylori, a maioria das perfurações é tratada apenas com o fechamento simples e tratamento clínico posterior. A vagotomia troncular com piloroplastia só é considerada em casos selecionados de falha terapêutica crônica e condições cirúrgicas ideais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo