HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Um homem de 80 anos em uso de anti-inflamatório devido a artrite reumatoide procura o serviço médico de urgência com 6 horas de fortes dores abdominais. Ele apresenta hipotensão e taquicardia, mas se estabiliza depois de 2 litros de soro fisiológico. Ele é diagnosticado subsequentemente como apresentando uma úlcera duodenal perfurada. Qual a sua conduta?
Úlcera duodenal perfurada → Rafia com patch de omento (Graham) é a conduta padrão.
A rafia da úlcera duodenal perfurada com uso de omento (patch de Graham) é a técnica cirúrgica padrão-ouro para o tratamento de emergência, visando selar a perfuração e controlar a peritonite, especialmente em pacientes instáveis ou com úlceras agudas.
A úlcera duodenal perfurada é uma emergência cirúrgica grave, frequentemente associada ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou infecção por H. pylori. A apresentação clínica é dramática, com dor abdominal súbita e intensa, sinais de peritonite e, em casos avançados, choque hipovolêmico devido à extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. O diagnóstico é primariamente clínico, suportado por exames de imagem como radiografia de tórax (mostrando pneumoperitônio) ou tomografia computadorizada. A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e antibióticos de amplo espectro. A intervenção cirúrgica é imperativa e deve ser realizada o mais rápido possível para controlar a contaminação e selar a perfuração. A técnica cirúrgica padrão-ouro para a úlcera duodenal perfurada é a rafia simples da perfuração com a utilização de um patch de omento (técnica de Graham). Este procedimento é rápido, minimamente invasivo e eficaz para selar o orifício, permitindo o controle da peritonite. Ressecções gástricas ou vagotomias são procedimentos mais complexos, com maior morbimortalidade, e são geralmente reservadas para úlceras refratárias, sangramentos incontroláveis ou outras complicações, não sendo a escolha inicial para uma perfuração aguda.
Pacientes geralmente apresentam dor abdominal súbita e intensa, tipo 'punhalada', que se generaliza rapidamente, associada a sinais de peritonite (abdome em tábua), taquicardia e hipotensão, como no caso de choque.
A rafia simples com um patch de omento (técnica de Graham) é rápida, eficaz para selar a perfuração e tem menor morbimortalidade em comparação com procedimentos mais complexos, sendo ideal para pacientes instáveis ou em emergência.
Vagotomia ou ressecção gástrica são consideradas em casos de úlcera péptica refratária ao tratamento clínico, úlceras gigantes, estenose pilórica ou sangramento incontrolável, mas geralmente não são a abordagem inicial para uma perfuração aguda.
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