Úlcera Duodenal: Manejo e Eficácia do Sucralfato no Tratamento

UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Homem de 37 anos, tabagista ativo, obeso e com dieta rica em produtos embutidos, queixa-se de dor epigástrica, tolerável e frequentemente aliviada com alimentação. A dor tende a ser episódica, reaparecendo em momentos de estresse emocional. Nega náuseas, vômitos, irradiação da dor. Ao exame físico, apresentava dor à palpação de região mesoepigástrica, sem descompressão brusca positiva, sinal de Murphy negativo, sem outras possíveis alterações. Uma endoscopia digestiva alta foi realizada e localizou uma úlcera duodenal.A respeito do quadro apresentado, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) Modificações no estilo de vida, como cessação de tabagismo, adequação alimentar e aumento da ingesta de café auxiliam na cicatrização das úlceras.
  2. B) Os inibidores da bomba de prótons anulam todos os tipos de secreção de ácido proveniente de todos os tipos de secretagogos, mas são menos eficazes do que os antagonistas do receptor H2.
  3. C) Antiácidos atuam reduzindo a acidez ao se unirem com o ácido clorídrico e formarem sal e água. Devem ser ingeridos, de preferência, antes das refeições e em jejum.
  4. D) A cicatrização da úlcera duodenal após quatro a seis semanas de tratamento com sucralfato é superior à do placebo e comparável com a dos antagonistas do receptor H₂.

Pérola Clínica

Úlcera duodenal: dor epigástrica aliviada por alimento; Sucralfato = barreira protetora, eficácia ≈ antagonistas H2.

Resumo-Chave

A úlcera duodenal classicamente causa dor epigástrica que melhora com a alimentação. O tratamento envolve a erradicação de H. pylori (se presente), supressão ácida (IBP ou antagonistas H2) e proteção da mucosa. O sucralfato, um agente citoprotetor, é eficaz na cicatrização de úlceras duodenais, com resultados comparáveis aos antagonistas H2.

Contexto Educacional

A úlcera duodenal é uma manifestação da doença ulcerosa péptica, frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori ou ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Clinicamente, caracteriza-se por dor epigástrica que tipicamente melhora com a alimentação e reaparece em momentos de estresse ou jejum, um padrão clássico que a diferencia da úlcera gástrica. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta. O tratamento visa a erradicação do H. pylori (se presente), a supressão da secreção ácida e a proteção da mucosa. Os inibidores da bomba de prótons (IBPs) são os mais potentes supressores de ácido, superando os antagonistas do receptor H2. O sucralfato, um agente citoprotetor, atua formando uma barreira protetora sobre a úlcera, e sua eficácia na cicatrização de úlceras duodenais é comparável à dos antagonistas H2. Modificações no estilo de vida, como cessação do tabagismo e adequação alimentar, são importantes, mas o café pode ser um irritante. Antiácidos, embora aliviem os sintomas, são mais eficazes quando tomados após as refeições, pois a presença de alimento no estômago retarda o esvaziamento gástrico e prolonga sua ação.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para úlcera duodenal?

Os principais fatores de risco incluem infecção por Helicobacter pylori, uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), tabagismo, estresse e consumo excessivo de álcool.

Como o sucralfato atua na cicatrização de úlceras?

O sucralfato é um agente citoprotetor que forma uma barreira física sobre a base da úlcera, protegendo-a do ácido, pepsina e sais biliares, e estimulando a produção de prostaglandinas e muco.

Qual a diferença de eficácia entre IBPs e antagonistas H2 no tratamento de úlceras?

Os Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs) são geralmente mais potentes e eficazes na supressão ácida e na cicatrização de úlceras do que os antagonistas do receptor H2.

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