Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Homem, 39 anos, refere, em atendimento ambulatorial, ter gastrite há muitos anos. Queixa-se de azia e queimação, com ritmicidade a três tempos (dói, come, passa) e alguns despertares noturnos com dor, com períodos de acalmia que podem durar meses. É tabagista, sem outras comorbidades, e refere ter pai e um irmão com sintomas semelhantes. Com base nesse caso, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Dor epigástrica com ritmicidade a três tempos (dói, come, passa) e despertar noturno = Úlcera Duodenal.
A descrição clássica de dor epigástrica que alivia com a alimentação e desperta o paciente à noite, com períodos de acalmia, é altamente sugestiva de úlcera duodenal. O tabagismo e histórico familiar são fatores de risco importantes.
A doença ulcerosa péptica, que inclui úlceras gástricas e duodenais, é uma condição comum no trato gastrointestinal superior. A úlcera duodenal, em particular, apresenta uma sintomatologia clássica que é crucial para o diagnóstico clínico. A dor epigástrica, descrita como queimação ou azia, com a característica "ritmicidade a três tempos" (dói, come, passa) e despertares noturnos devido à dor, é um forte indicativo de úlcera duodenal. A fisiopatologia da úlcera duodenal está frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori ou ao uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que comprometem a barreira protetora da mucosa. Fatores como tabagismo e histórico familiar também aumentam o risco. A dor noturna ocorre porque a secreção ácida gástrica é máxima durante a noite, e a ausência de alimentos no duodeno para tamponar o ácido exacerba a irritação da úlcera. O manejo da úlcera duodenal envolve a erradicação do H. pylori (se presente) com terapia tripla ou quádrupla, e a supressão da secreção ácida com inibidores da bomba de prótons (IBP). É fundamental orientar o paciente sobre a cessação do tabagismo e evitar o uso de AINEs. O diagnóstico definitivo é realizado por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta da lesão e a coleta de biópsias para confirmação e pesquisa etiológica.
A dor da úlcera duodenal classicamente melhora com a ingestão de alimentos e retorna 2-3 horas depois (ritmicidade a três tempos), enquanto a dor da úlcera gástrica geralmente piora com a alimentação.
Os principais fatores de risco são a infecção por Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Tabagismo, estresse e histórico familiar também contribuem.
O diagnóstico definitivo é feito por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a úlcera, determinar sua localização e realizar biópsias para pesquisa de H. pylori e exclusão de malignidade.
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