SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Homem, 48 anos, fumante. Queixa-se de dor epigástrica importante e náusea. Realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou úlcera duodenal em parede anterior da 1ª porção. Iniciado tratamento com omeprazol, erradicação do H. pylori e medidas dietéticas. Orientou-se o paciente para a possibilidade de complicações cirúrgicas e da necessidade de cirurgia para o tratamento dessas complicações. Qual das complicações abaixo é a mais frequente?
Úlcera duodenal anterior → perfuração é a complicação mais frequente.
Embora o sangramento seja a complicação mais comum das úlceras pépticas em geral, para úlceras duodenais localizadas na parede anterior da primeira porção, a perfuração é a complicação mais frequente devido à proximidade com a cavidade peritoneal, exigindo intervenção cirúrgica de emergência.
As úlceras pépticas, incluindo as duodenais, são condições comuns que podem levar a complicações graves, exigindo frequentemente intervenção cirúrgica. A compreensão das complicações e sua frequência, especialmente em relação à localização da úlcera, é vital para o manejo clínico e cirúrgico. A úlcera duodenal é tipicamente benigna e sua etiologia está frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori ou ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). As complicações mais comuns das úlceras pépticas são sangramento, perfuração e obstrução. Embora o sangramento seja a complicação mais frequente das úlceras pépticas de forma geral, a localização específica da úlcera duodenal influencia diretamente o tipo de complicação predominante. Úlceras localizadas na parede anterior da primeira porção do duodeno têm uma maior propensão à perfuração, resultando em peritonite e necessitando de cirurgia de emergência. Em contraste, úlceras na parede posterior do duodeno estão mais associadas a sangramentos graves devido à erosão da artéria gastroduodenal. A obstrução pilórica, embora menos comum, pode ocorrer devido a edema ou cicatrização de úlceras próximas ao piloro. A malignização é extremamente rara em úlceras duodenais. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas dessas complicações e a indicar a conduta cirúrgica apropriada, considerando a localização e o tipo de úlcera.
A complicação mais frequente de uma úlcera duodenal localizada na parede anterior da primeira porção é a perfuração. Isso ocorre devido à proximidade da úlcera com a cavidade peritoneal, levando à extravasamento de conteúdo gástrico e duodenal.
As principais complicações das úlceras pépticas incluem sangramento (a mais comum em geral), perfuração, obstrução pilórica e, mais raramente, malignização (especialmente em úlceras gástricas, menos comum em duodenais).
Úlceras na parede anterior do duodeno tendem a perfurar devido à sua localização peritoneal. Já as úlceras na parede posterior do duodeno têm maior risco de sangramento maciço, pois podem erodir a artéria gastroduodenal, que passa posteriormente ao duodeno.
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