HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2023
Um paciente de 35 anos de idade, com queimaduras de 40% da ASCT (área de superfície corporal total), está sendo tratado numa Unidade de Terapia Intensiva. O paciente é submetido a uma esofagogastroduodenoscopia, após um sangramento gastrointestinal superior, e, durante esse procedimento, é vista uma úlcera no estômago.O nome desse tipo de úlcera é
Queimaduras extensas + sangramento TGI superior = Úlcera de Curling.
Úlceras de Curling são úlceras de estresse agudas que ocorrem em pacientes com queimaduras graves, devido à hipovolemia e isquemia da mucosa gástrica, além da liberação de citocinas inflamatórias.
A úlcera de Curling é uma forma específica de úlcera de estresse, caracterizada por lesões agudas da mucosa gástrica ou duodenal que ocorrem em pacientes com queimaduras graves e extensas. Sua importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade associadas ao sangramento gastrointestinal superior, uma complicação potencialmente fatal em um contexto já crítico. A epidemiologia mostra que a incidência é maior em queimaduras de mais de 30% da superfície corporal. A fisiopatologia envolve uma combinação de fatores. Inicialmente, a hipovolemia e o choque resultantes das queimaduras levam à isquemia da mucosa gastrointestinal. Além disso, a resposta inflamatória sistêmica libera citocinas que podem comprometer a integridade da barreira mucosa. O diagnóstico é suspeitado em pacientes queimados com sinais de sangramento gastrointestinal e confirmado por endoscopia digestiva alta. O manejo inclui a profilaxia com inibidores da bomba de prótons (IBP) ou antagonistas de receptores H2 em todos os pacientes com queimaduras graves. Uma vez estabelecido o sangramento, o tratamento é endoscópico (infiltração, clipagem) ou, em casos refratários, cirúrgico. A prevenção é a melhor estratégia, focando na ressuscitação volêmica adequada e na proteção da mucosa gástrica.
A úlcera de Curling é causada por queimaduras extensas, que levam a hipovolemia, isquemia da mucosa gástrica e liberação de mediadores inflamatórios, resultando em lesão da barreira protetora do estômago.
O diagnóstico é feito clinicamente pela suspeita em pacientes queimados com sangramento gastrointestinal superior e confirmado por endoscopia digestiva alta, que revela úlceras agudas no estômago ou duodeno.
A profilaxia inclui o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) ou antagonistas de receptores H2, além de manter a perfusão tecidual adequada e iniciar a nutrição enteral precocemente.
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