Úlcera de Membro Inferior: Diagnóstico da Etiologia Arterial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente de 57 anos, fumante e obesa, procura atendimento médico por possuir úlcera de membro inferior. Queixa-se do aparecimento de ferida no tornozelo esquerdo nos últimos 2 meses, que vem aumentando de tamanho progressivamente, acompanhada por dor de forte intensidade e refratária ao uso de analgésicos. Ela relata que, em seu trabalho, caminha grandes percursos no dia e que, há 1 ano, vem apresentado dor no membro inferior esquerdo durante a deambulação, claudicação, obrigando-a a sentar por alguns minutos para melhorar. Por orientação de um parente, tem procurado repousar com os membros inferiores elevados ao chegar em casa, entretanto não tem obtido bons resultados com essa manobra, referindo, inclusive, piora da dor. Ao exame do membro inferior esquerdo, nota-se úlcera profunda na região do maléolo medial, com bordas bem definidas, pálida, com áreas necróticas e sem tecidos de granulação. A região em torno da úlcera apresenta coloração eritematovinhosa. Nesse caso, a etiologia mais provável da úlcera é

Alternativas

  1. A) linfedema crônico. 
  2. B) úlcera neuropática. 
  3. C) insuficiência arterial crônica.
  4. D) insuficiência venosa crônica.

Pérola Clínica

Úlcera arterial = dor intensa, claudicação, piora elevação, úlcera pálida/necrótica, pulsos ↓.

Resumo-Chave

A úlcera arterial é caracterizada por dor intensa, claudicação intermitente e piora com a elevação do membro, devido à isquemia tecidual. Ao exame, apresenta-se pálida, com bordas bem definidas e base necrótica, frequentemente em pacientes com fatores de risco cardiovasculares como tabagismo e obesidade.

Contexto Educacional

As úlceras de membro inferior são um desafio diagnóstico e terapêutico comum na prática médica, com etiologias variadas que incluem causas arteriais, venosas, neuropáticas e mistas. A correta identificação da causa é fundamental para o manejo adequado e para evitar complicações graves, sendo um tópico de grande importância para residentes de clínica médica, cirurgia vascular e dermatologia. A úlcera arterial crônica é uma manifestação avançada da doença arterial periférica (DAP), resultante da isquemia tecidual causada pela aterosclerose. Pacientes com DAP frequentemente apresentam claudicação intermitente, que é dor muscular induzida por exercício e aliviada pelo repouso. A dor da úlcera arterial é tipicamente intensa, piora com a elevação do membro (que diminui ainda mais o fluxo sanguíneo) e pode ser refratária a analgésicos comuns. Ao exame físico, a úlcera arterial geralmente se localiza em extremidades, áreas de pressão ou trauma, como maléolos (lateral mais comum, mas medial é possível), dedos ou calcanhares. Suas características incluem bordas bem definidas ('em saca-bocado'), base pálida, necrótica e sem tecido de granulação. A pele circundante pode ser fria, pálida, atrófica, com perda de pelos e unhas espessas. A palpação dos pulsos distais é crucial, frequentemente revelando diminuição ou ausência. Fatores de risco como tabagismo, obesidade, diabetes e hipertensão são fortemente associados à DAP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da úlcera arterial?

Os principais sintomas incluem dor intensa e refratária a analgésicos, claudicação intermitente (dor ao caminhar que melhora com repouso), e piora da dor com a elevação do membro afetado.

Como diferenciar uma úlcera arterial de uma úlcera venosa?

A úlcera arterial tem dor intensa, piora com elevação, bordas bem definidas, base pálida/necrótica, e pele fria/pálida. A úlcera venosa tem dor menos intensa (melhora com elevação), bordas irregulares, base granulosa, edema e hiperpigmentação.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de úlceras arteriais?

Os principais fatores de risco são tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, obesidade e idade avançada, que contribuem para a doença arterial periférica.

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