Tungíase: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 45 anos, que trabalha na criação de porcos, vai à consulta na unidade básica de saúde com queixa de lesões nos pés há 6 meses. Ao exame físico, nota-se lesões de pele papulosas, múltiplas, amareladas, não purulentas e com pontos enegrecidos centrais. Essas lesões estão localizadas nos pés e são pruriginosas e dolorosas.Diante desse caso, a conduta adequada é

Alternativas

  1. A) recomendar o uso de sapatos fechados e restrição da circulação nos reservatórios onde ficam os porcos e aguardar a resolução espontânea das lesões.
  2. B) administrar amoxicilina via oral por 1 semana e pomada antialérgica para os pés, recomendar calçados adequados e agendar retorno para o paciente em 15 dias.
  3. C) acionar a zoonose, tratar as pulgas dos porcos para interromper o ciclo, impedindo, assim, a transmissão de doença pela picada desses insetos, e prescrever vacina antitetânica.
  4. D) realizar a retirada de larva dos pés, administrar tiabendazol via oral ou ivermectina, conceder orientações sobre saúde, tratar animais e solo e prescrever vacinação antitetânica.

Pérola Clínica

Tungíase: lesões papulosas pruriginosas com ponto enegrecido central → remoção mecânica, tiabendazol/ivermectina e vacina antitetânica.

Resumo-Chave

A tungíase, causada pela Tunga penetrans, é comum em ambientes rurais e em contato com animais. O tratamento envolve a remoção cuidadosa da pulga fêmea, seguida de tratamento antiparasitário e profilaxia antitetânica devido ao risco de infecção secundária e tétano, especialmente em lesões nos pés.

Contexto Educacional

A tungíase, popularmente conhecida como 'bicho-de-pé', é uma ectoparasitose causada pela pulga fêmea da espécie Tunga penetrans, que penetra na pele do hospedeiro, geralmente nos pés. É uma condição comum em áreas rurais e em populações com contato frequente com animais como porcos, cães e gatos, sendo um problema de saúde pública em muitas regiões tropicais e subtropicais. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações. O diagnóstico é clínico, baseado na presença das lesões características: pápulas amareladas com um ponto enegrecido central, frequentemente acompanhadas de prurido e dor. A fisiopatologia envolve a implantação da pulga na epiderme, onde ela se alimenta e cresce, causando inflamação local. O ambiente de trabalho do paciente, como a criação de porcos, é um fator de risco importante a ser considerado na anamnese. O tratamento consiste na remoção mecânica da pulga, seguida de terapia medicamentosa com tiabendazol ou ivermectina, se indicado. A profilaxia antitetânica é uma medida essencial devido ao risco de infecção secundária e tétano. Além disso, orientações sobre saúde, higiene pessoal, uso de calçados fechados e controle de pulgas nos animais e no ambiente são fundamentais para prevenir novas infestações e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas característicos da tungíase?

A tungíase se manifesta por lesões papulosas, amareladas, pruriginosas e dolorosas, frequentemente nos pés, com um ponto enegrecido central que corresponde ao abdome da pulga fêmea. Pode haver inflamação local e infecção secundária.

Qual a conduta inicial e o tratamento medicamentoso para a tungíase?

A conduta inicial é a remoção cuidadosa da pulga fêmea com material estéril. O tratamento medicamentoso pode incluir tiabendazol via oral ou ivermectina, especialmente em casos de múltiplas lesões. É fundamental a profilaxia antitetânica e orientações sobre higiene e uso de calçados fechados.

Por que a vacinação antitetânica é importante no manejo da tungíase?

A vacinação antitetânica é importante porque as lesões causadas pela Tunga penetrans podem servir como porta de entrada para bactérias, incluindo Clostridium tetani, especialmente em ambientes contaminados como solos e fezes de animais. O tétano é uma complicação grave e potencialmente fatal.

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