IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
Em relação aos tumores pancreáticos, os genes mais frequentemente mutados nos neuroendócrinos e nos adenocarcinomas são respectivamente:
Tumores pancreáticos: Neuroendócrinos = MEN1; Adenocarcinomas = KRAS.
A genética dos tumores pancreáticos é distinta: neoplasias neuroendócrinas frequentemente apresentam mutações no gene MEN1, enquanto os adenocarcinomas ductais pancreáticos são caracterizados por mutações no oncogene KRAS em mais de 90% dos casos.
A compreensão da genética molecular dos tumores pancreáticos é um pilar fundamental na oncologia moderna, impactando o diagnóstico, prognóstico e desenvolvimento de terapias-alvo. Para residentes, é crucial diferenciar os perfis genéticos dos principais subtipos. As neoplasias neuroendócrinas pancreáticas (NNETs) frequentemente apresentam mutações no gene MEN1, que é um gene supressor tumoral associado à síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 1. Mutações em DAXX e ATRX também são comuns em NNETs. Por outro lado, o adenocarcinoma ductal pancreático (ADCP), o tipo mais comum e agressivo de câncer de pâncreas, é caracterizado por uma altíssima frequência de mutações no oncogene KRAS (presente em mais de 90% dos casos). Outras mutações importantes no ADCP incluem TP53, SMAD4 e CDKN2A. A identificação dessas mutações é vital para a pesquisa de biomarcadores e para a seleção de pacientes para ensaios clínicos com terapias direcionadas. O tratamento e o prognóstico variam drasticamente entre NNETs e ADCP, em parte devido a essas diferenças genéticas. Enquanto as NNETs podem ter um curso mais indolente e responder a terapias como análogos de somatostatina, o ADCP é notoriamente resistente e requer abordagens multimodais agressivas. A capacidade de reconhecer esses padrões genéticos é um diferencial para o residente na tomada de decisões clínicas e na compreensão da biologia tumoral.
A mutação no gene MEN1 é crucial porque está associada à Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (MEN1), uma condição hereditária que predispõe a múltiplos tumores endócrinos, incluindo os pancreáticos.
O KRAS é mutado em mais de 90% dos adenocarcinomas ductais pancreáticos, sendo um dos eventos genéticos mais precoces e fundamentais na carcinogênese desse tumor, influenciando sua agressividade e resistência a terapias.
Sim, outros genes como TP53, SMAD4 e CDKN2A são frequentemente mutados no adenocarcinoma ductal pancreático. Em tumores neuroendócrinos, DAXX e ATRX também são relevantes.
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