Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
De acordo com os consensos de sociedades norte-americanas (NANETS) e europeias (ENETS) para tumores neuroendócrinos do apêndice, a seguinte variável indica colectomia direita para tumores entre 1,0 e 2,0 cm:
TNE apêndice 1-2 cm + invasão mesoapêndice → indicação de colectomia direita.
Para tumores neuroendócrinos do apêndice entre 1,0 e 2,0 cm, a presença de invasão do mesoapêndice é um fator de risco que indica a necessidade de uma ressecção mais ampla, como a colectomia direita, devido ao maior risco de metástases linfonodais.
Os tumores neuroendócrinos (TNE) do apêndice são neoplasias raras, geralmente descobertas incidentalmente durante apendicectomia por apendicite aguda. Embora a maioria seja indolente e tenha bom prognóstico, uma minoria pode ser agressiva e metastatizar. O manejo cirúrgico é o pilar do tratamento e é guiado por fatores de risco para metástase. As diretrizes das sociedades NANETS e ENETS são cruciais para orientar a conduta. Para tumores menores que 1 cm, a apendicectomia simples é geralmente curativa. Para tumores maiores que 2 cm, a colectomia direita é a abordagem padrão devido ao alto risco de metástases linfonodais. O desafio reside nos tumores de tamanho intermediário (1,0 a 2,0 cm), onde a decisão de realizar uma colectomia direita é baseada na presença de fatores de risco adicionais. Entre os fatores de risco que indicam colectomia direita para tumores de 1,0 a 2,0 cm, destacam-se a invasão do mesoapêndice, invasão linfovascular, margens cirúrgicas positivas, localização na base do apêndice e grau histológico G2 ou G3. A invasão do mesoapêndice é particularmente importante, pois indica um maior potencial de disseminação linfática. O estadiamento preciso e a avaliação histopatológica detalhada são fundamentais para determinar a extensão da ressecção cirúrgica e o prognóstico.
Os principais fatores incluem o tamanho do tumor, a localização (base vs. ponta), o grau de diferenciação (G1, G2, G3), a invasão do mesoapêndice, a presença de invasão linfovascular e o status das margens cirúrgicas.
A apendicectomia simples é geralmente suficiente para tumores menores que 1 cm, bem diferenciados (G1), sem invasão do mesoapêndice ou linfovascular, e com margens livres.
Os consensos NANETS (North American Neuroendocrine Tumor Society) e ENETS (European Neuroendocrine Tumor Society) fornecem diretrizes baseadas em evidências para o diagnóstico, estadiamento e tratamento de tumores neuroendócrinos, padronizando a conduta globalmente.
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