HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Os tumores de mediastino são neoplasias raras e aproximadamente 30% dos pacientes adultos apresentam sintomas, sendo alguns deles mais comuns de acordo com o tipo de tumor. 1. Linfoma. A. Dispneia, chiado e hemoptise. 2. Timoma com miastenia gravis. B. Sudorese noturna, perda de peso, fadiga, adenopatia extratorácica, elevação da PCR e leucocitose. 3. Granuloma mediastinal. C. Massa testicular, elevação do β-HCG e AFP em homens jovens. 4. Tumor de células germinativas. D. Fraqueza flutuante no decorrer do dia, fadiga precoce, ptose e diplopia. Assinale a alternativa com a correta associação entre o tipo de tumor e sintomas associados.
Tumores mediastinais: Linfoma (sintomas B), Timoma (Miastenia Gravis), Granuloma (compressão vias aéreas), Células Germinativas (marcadores tumorais).
A questão associa corretamente os tipos de tumores mediastinais com suas manifestações clínicas mais características. Linfomas frequentemente apresentam sintomas B (sudorese noturna, perda de peso, fadiga). Timomas são classicamente associados à miastenia gravis, causando fraqueza muscular flutuante. Granulomas mediastinais, por sua natureza inflamatória e compressiva, podem levar a sintomas respiratórios como dispneia e chiado. Tumores de células germinativas, especialmente em homens jovens, podem ter origem mediastinal e elevar marcadores como beta-HCG e alfa-fetoproteína, além de poderem ter massa testicular primária.
Os tumores de mediastino são um grupo heterogêneo de neoplasias, raras, que se localizam na região anatômica entre os pulmões. A apresentação clínica varia amplamente dependendo do tipo de tumor, sua localização (anterior, médio ou posterior) e se há compressão de estruturas adjacentes ou síndromes paraneoplásicas. O conhecimento dessas associações é vital para o diagnóstico diferencial e manejo. Os linfomas mediastinais, especialmente o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin de grandes células B primário do mediastino, frequentemente se manifestam com os chamados "sintomas B": febre, sudorese noturna e perda de peso. O timoma, um tumor do timo, é notório por sua associação com síndromes paraneoplásicas, sendo a miastenia gravis a mais comum, caracterizada por fraqueza muscular flutuante, ptose e diplopia. Granulomas mediastinais, muitas vezes sequelas de infecções como histoplasmose ou tuberculose, podem causar sintomas compressivos nas vias aéreas (dispneia, chiado) ou vasos sanguíneos. Já os tumores de células germinativas, mais comuns no mediastino anterior em homens jovens, podem ser acompanhados de elevação de marcadores tumorais como beta-HCG e alfa-fetoproteína, e ocasionalmente, uma massa testicular primária pode ser encontrada. A correta associação entre o tipo de tumor e seus sintomas é um pilar para o diagnóstico e tratamento adequados.
Os sintomas B incluem febre inexplicável (>38°C), sudorese noturna profusa e perda de peso inexplicável (>10% do peso corporal em 6 meses), indicando atividade sistêmica da doença.
O timoma é o tumor mais comum associado à miastenia gravis porque o timo é o local de maturação dos linfócitos T, e no timoma pode ocorrer uma quebra da tolerância imunológica, levando à produção de autoanticorpos contra os receptores de acetilcolina na junção neuromuscular.
Os marcadores tumorais mais relevantes são a alfa-fetoproteína (AFP) e a gonadotrofina coriônica humana beta (β-HCG), que podem estar elevados dependendo do subtipo histológico do tumor de células germinativas.
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