FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Os tumores estromais gastrointestinais manifestam-se clinicamente como
GIST → Sangramento gastrointestinal = manifestação clínica mais comum.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são neoplasias mesenquimais que se originam das células intersticiais de Cajal. A manifestação clínica mais comum é o sangramento gastrointestinal, que pode ser crônico e levar à anemia, ou agudo e maciço, devido à ulceração da mucosa sobrejacente ao tumor.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são as neoplasias mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora raros em comparação com os adenocarcinomas, os GISTs representam um grupo distinto de tumores com características moleculares e clínicas específicas. Eles podem ocorrer em qualquer parte do trato digestivo, sendo o estômago e o intestino delgado os locais mais frequentes. O reconhecimento de suas manifestações clínicas é crucial para o diagnóstico precoce. Clinicamente, os GISTs podem apresentar uma variedade de sintomas, mas a manifestação mais comum é o sangramento gastrointestinal. Este sangramento pode ser crônico e insidioso, levando à anemia por deficiência de ferro, ou agudo e maciço, manifestando-se como melena, hematêmese ou enterorragia. O sangramento ocorre devido à ulceração da mucosa sobrejacente ao tumor, que cresce de forma submucosa. Outras manifestações incluem dor abdominal inespecífica, massa palpável, saciedade precoce e, menos frequentemente, quadros obstrutivos ou perfurativos. O diagnóstico de GIST é estabelecido por endoscopia com biópsia e análise imuno-histoquímica, que tipicamente revela positividade para CD117 (KIT) e CD34. O tratamento primário para GISTs localizados é a ressecção cirúrgica completa. Para tumores irressecáveis, metastáticos ou com alto risco de recorrência, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, revolucionou o prognóstico, melhorando significativamente a sobrevida dos pacientes. O acompanhamento a longo prazo é essencial devido ao potencial de recorrência.
Os GISTs são tumores mesenquimais que se originam das células intersticiais de Cajal, que são as células marcapasso do trato gastrointestinal, ou de seus precursores.
Os GISTs podem ocorrer em qualquer parte do trato gastrointestinal, mas são mais frequentemente encontrados no estômago (60-70%) e no intestino delgado (20-30%), sendo menos comuns no esôfago, cólon e reto.
O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia e imuno-histoquímica (CD117 positivo). O tratamento principal é a ressecção cirúrgica, e para tumores irressecáveis ou metastáticos, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, é fundamental.
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