HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Uma paciente de 67 anos de idade iniciou fezes escuras com sangue, dor abdominal e disfagia há seis meses. Evoluiu com emagrecimento espontâneo de 5 kg em 15 dias. Realizou colonoscopia e endoscopia para investigação da causa do melena. Na endoscopia digestiva alta, foi encontrado um tumor de 6 cm liso, com ulceração central, localizado no estômago.Considerando esse caso clínico, acerca dos tumores estromais gastrointestinais (GIST), assinale a alternativa correta.
GIST pode ocorrer em qualquer parte do TGI, mais comum estômago e intestino delgado.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são as neoplasias mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, podendo surgir em qualquer segmento, com maior frequência no estômago (60-70%) e intestino delgado (20-30%). Eles se originam das células intersticiais de Cajal e são caracterizados por mutações no gene KIT ou PDGFRA.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são as neoplasias mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora possam ocorrer em qualquer segmento do TGI, são mais frequentemente encontrados no estômago (60-70%) e no intestino delgado (20-30%), com menor incidência no esôfago, cólon e reto. A apresentação clínica varia de assintomática a sintomas como dor abdominal, sangramento gastrointestinal (melena, hematêmese) e emagrecimento, dependendo do tamanho e localização do tumor. O diagnóstico de GIST é feito por biópsia e confirmado por imuno-histoquímica, que tipicamente revela positividade para CD117 (KIT), CD34 e DOG1. Os fatores de risco para malignidade incluem o tamanho do tumor, o índice mitótico (número de mitoses por campo de grande aumento) e a localização (tumores do intestino delgado são geralmente mais agressivos que os gástricos). A presença de metástases linfonodais é rara em GIST, sendo a disseminação mais comum para o fígado e peritônio. O tratamento principal para GIST ressecável é a cirurgia. Para tumores irressecáveis ou metastáticos, e como terapia adjuvante em casos de alto risco, o imatinibe (um inibidor de tirosina quinase) é a medicação de escolha, devido à sua ação nas mutações de KIT e PDGFRA. A ruptura tumoral intra-abdominal é uma complicação grave que aumenta o risco de disseminação e piora o prognóstico, e não é comum, nem é tratada por embolização como primeira linha.
Os GISTs podem surgir em qualquer parte do trato gastrointestinal, mas são mais frequentemente encontrados no estômago (60-70%), seguido pelo intestino delgado (20-30%). Menos comumente, podem ocorrer no esôfago, cólon ou reto.
Os principais fatores de risco para malignidade são o tamanho do tumor e o índice mitótico. A localização (intestino delgado tem maior risco que estômago) e a presença de ruptura tumoral também são importantes. Metástases linfonodais são raras.
A imuno-histoquímica é crucial para o diagnóstico de GIST, pois a maioria dos tumores expressa o marcador CD117 (KIT), CD34 e DOG1, o que ajuda a diferenciá-los de outros tumores mesenquimais do trato gastrointestinal.
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