Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST): Localização e Características

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 67 anos de idade iniciou fezes escuras com sangue, dor abdominal e disfagia há seis meses. Evoluiu com emagrecimento espontâneo de 5 kg em 15 dias. Realizou colonoscopia e endoscopia para investigação da causa do melena. Na endoscopia digestiva alta, foi encontrado um tumor de 6 cm liso, com ulceração central, localizado no estômago.Considerando esse caso clínico, acerca dos tumores estromais gastrointestinais (GIST), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Os GIST podem se formar em qualquer segmento do trato gastrointestinal, principalmente, no estômago, no intestino delgado e no cólon.
  2. B) Os fatores de risco mais comuns para malignidade são o tamanho da lesão e os números de metástases linfonodais.
  3. C) Os lugares mais propícios para a progressão do GIST são o cérebro e o pulmão.
  4. D) A ruptura do tumor intra-abdominal é extremamente comum e, com a devida estabilidade hemodinâmica, ele pode ser embolizado.
  5. E) A imuno-histoquímica não ajuda no diagnóstico diferencial para outros tumores gástricos.

Pérola Clínica

GIST pode ocorrer em qualquer parte do TGI, mais comum estômago e intestino delgado.

Resumo-Chave

Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são as neoplasias mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, podendo surgir em qualquer segmento, com maior frequência no estômago (60-70%) e intestino delgado (20-30%). Eles se originam das células intersticiais de Cajal e são caracterizados por mutações no gene KIT ou PDGFRA.

Contexto Educacional

Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são as neoplasias mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora possam ocorrer em qualquer segmento do TGI, são mais frequentemente encontrados no estômago (60-70%) e no intestino delgado (20-30%), com menor incidência no esôfago, cólon e reto. A apresentação clínica varia de assintomática a sintomas como dor abdominal, sangramento gastrointestinal (melena, hematêmese) e emagrecimento, dependendo do tamanho e localização do tumor. O diagnóstico de GIST é feito por biópsia e confirmado por imuno-histoquímica, que tipicamente revela positividade para CD117 (KIT), CD34 e DOG1. Os fatores de risco para malignidade incluem o tamanho do tumor, o índice mitótico (número de mitoses por campo de grande aumento) e a localização (tumores do intestino delgado são geralmente mais agressivos que os gástricos). A presença de metástases linfonodais é rara em GIST, sendo a disseminação mais comum para o fígado e peritônio. O tratamento principal para GIST ressecável é a cirurgia. Para tumores irressecáveis ou metastáticos, e como terapia adjuvante em casos de alto risco, o imatinibe (um inibidor de tirosina quinase) é a medicação de escolha, devido à sua ação nas mutações de KIT e PDGFRA. A ruptura tumoral intra-abdominal é uma complicação grave que aumenta o risco de disseminação e piora o prognóstico, e não é comum, nem é tratada por embolização como primeira linha.

Perguntas Frequentes

Onde os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são mais comumente encontrados?

Os GISTs podem surgir em qualquer parte do trato gastrointestinal, mas são mais frequentemente encontrados no estômago (60-70%), seguido pelo intestino delgado (20-30%). Menos comumente, podem ocorrer no esôfago, cólon ou reto.

Quais são os principais fatores de risco para malignidade em GIST?

Os principais fatores de risco para malignidade são o tamanho do tumor e o índice mitótico. A localização (intestino delgado tem maior risco que estômago) e a presença de ruptura tumoral também são importantes. Metástases linfonodais são raras.

Qual o papel da imuno-histoquímica no diagnóstico de GIST?

A imuno-histoquímica é crucial para o diagnóstico de GIST, pois a maioria dos tumores expressa o marcador CD117 (KIT), CD34 e DOG1, o que ajuda a diferenciá-los de outros tumores mesenquimais do trato gastrointestinal.

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