PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
O local mais comum de tumores estromais do trato gastrointestinal é o:
GIST: Tumor estromal gastrointestinal mais comum no estômago (60-70%).
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou seus precursores. O estômago é o local mais frequente, respondendo por cerca de 60-70% dos casos, seguido pelo intestino delgado.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) representam o tipo mais comum de sarcoma do trato gastrointestinal. Eles se originam das células intersticiais de Cajal, que são as células marcapasso do TGI, ou de seus precursores. A maioria dos GISTs é esporádica, mas podem ocorrer em síndromes genéticas raras. Sua importância reside na necessidade de um diagnóstico preciso e tratamento direcionado, especialmente com inibidores de tirosina quinase. A fisiopatologia dos GISTs está frequentemente ligada a mutações ativadoras nos genes KIT (cerca de 80-85% dos casos) ou PDGFRA (5-10%), que codificam receptores de tirosina quinase. Essas mutações levam à proliferação celular descontrolada. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, tomografia computadorada e, crucialmente, imuno-histoquímica (CD117/KIT positivo, CD34 positivo). O estômago é o local mais comum, respondendo por 60-70% dos casos, seguido pelo intestino delgado (20-30%). O tratamento primário para GISTs ressecáveis é a cirurgia. Para tumores irressecáveis, metastáticos ou com alto risco de recorrência, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, é o pilar do tratamento. O prognóstico depende de fatores como tamanho do tumor, índice mitótico e localização, sendo os GISTs gástricos geralmente associados a um risco menor de malignidade em comparação com os de intestino delgado.
GIST são os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou seus precursores. Eles são caracterizados por mutações nos genes KIT ou PDGFRA.
A localização é um fator prognóstico importante. GISTs gástricos tendem a ter um comportamento biológico mais favorável que os de intestino delgado, embora o tamanho e o índice mitótico sejam os principais determinantes de risco.
GISTs gástricos podem ser assintomáticos por muito tempo. Quando sintomáticos, podem causar dor abdominal, sangramento gastrointestinal (melena, hematêmese), anemia, saciedade precoce ou massa palpável, dependendo do tamanho e localização.
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