Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Em relação aos GIST ´s (Tumores Estromais Gastrointestinais), é correto afirmar que
GIST: derivado de células de Cajal, CD117+, metástases linfonodais raras → linfadenectomia não rotineira.
Os GISTs são os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, originários das células intersticiais de Cajal. Caracteristicamente, apresentam metástases hematogênicas (fígado, peritônio) e raramente linfonodais, o que torna a linfadenectomia não essencial na cirurgia primária.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GISTs) representam os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal, que são as células marcapasso do TGI. Embora possam ocorrer em qualquer parte do TGI, são mais frequentes no estômago e intestino delgado. O diagnóstico é frequentemente incidental ou por sintomas inespecíficos como dor abdominal, sangramento gastrointestinal ou massa palpável. A patogênese dos GISTs está ligada a mutações ativadoras nos genes KIT (CD117) ou PDGFRA, que são receptores tirosina-quinase. O diagnóstico definitivo é realizado por biópsia com estudo imuno-histoquímico, sendo a positividade para CD117 (KIT) e DOG1 características marcantes. A avaliação de risco de malignidade é baseada no tamanho do tumor e no índice mitótico. O tratamento primário para GISTs ressecáveis é a cirurgia. Uma característica importante é a raridade de metástases linfonodais, o que significa que a linfadenectomia não é rotineiramente necessária. A disseminação ocorre principalmente por via hematogênica (fígado) e peritoneal. Para tumores irressecáveis, metastáticos ou com alto risco de recorrência, a terapia-alvo com inibidores de tirosina-quinase, como o imatinibe, é a pedra angular do tratamento adjuvante e paliativo.
Os GISTs são tumores mesenquimais que se originam das células intersticiais de Cajal, que são as células marcapasso do trato gastrointestinal.
A linfadenectomia não é rotineira porque os GISTs raramente apresentam metástases linfonodais, sendo a disseminação hematogênica (fígado) e peritoneal as vias mais comuns.
O marcador CD117 (KIT) é o mais importante e presente na maioria dos GISTs, além de DOG1 e CD34.
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