UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Em relação aos tumores carcinoides do trato digestório, assinale a alternativa INCORRETA:
Síndrome carcinoide ocorre em <10% dos pacientes com tumor carcinoide, geralmente com metástases hepáticas.
A síndrome carcinoide, embora característica dos tumores neuroendócrinos, não está presente na maioria dos pacientes. Ela se manifesta em uma minoria (<10%), tipicamente quando há metástases hepáticas que impedem a metabolização dos hormônios vasoativos pelo fígado, permitindo sua circulação sistêmica.
Os tumores carcinoides são um tipo de tumor neuroendócrino que se origina de células enterocromafins do trato digestório, capazes de secretar diversas substâncias vasoativas, como serotonina, histamina, bradicinina e prostaglandinas. Embora possam surgir em qualquer parte do trato gastrointestinal, são mais comuns no apêndice, íleo e reto. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A síndrome carcinoide, caracterizada por rubor cutâneo, diarreia e broncoespasmo, é uma manifestação clássica, mas ocorre em menos de 10% dos pacientes. Sua ocorrência geralmente indica metástases hepáticas, pois o fígado é responsável por metabolizar os hormônios secretados. Quando há metástases hepáticas, esses hormônios podem entrar na circulação sistêmica, causando os sintomas. O diagnóstico laboratorial baseia-se na dosagem de cromogranina A sérica e ácido 5-hidroxindolacético (5-HIAA) na urina de 24 horas. O tratamento dos tumores carcinoides é multidisciplinar e depende da localização, tamanho e presença de metástases. O tratamento cirúrgico é a principal modalidade para lesões localizadas. Para a síndrome carcinoide e doença metastática, análogos da somatostatina (ex: octreotida, lanreotida) são a base do tratamento clínico para controle sintomático e, em alguns casos, para estabilização da doença. Outras opções incluem quimioterapia, terapia com radionuclídeos e embolização hepática.
A síndrome carcinoide manifesta-se classicamente por rubor cutâneo, diarreia e broncoespasmo, podendo evoluir para fibrose cardíaca e pulmonar em casos avançados.
O diagnóstico laboratorial envolve a dosagem sérica de cromogranina A e a medição do ácido 5-hidroxindolacético (5-HIAA) na urina de 24 horas, que é um metabólito da serotonina.
Análogos da somatostatina, como octreotida e lanreotida, são usados para controlar os sintomas da síndrome carcinoide e, em alguns casos, para estabilizar o crescimento tumoral, inibindo a liberação hormonal.
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