SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Um paciente de 23 anos de idade foi encaminhado à emergência com história de dor abdominal que migrou para a fossa ilíaca direita há dois dias. Ele queixa-se de náuseas, vômitos e dificuldade para se alimentar, nega febre e 1 episódio de fezes amolecidas no período. Ao exame físico, apresenta-se afebril, FC = 82 bpm, FR =18 irpm e SatO2 = 98%. Ao exame abdominal, apresenta dor à palpação de todo abdome e dor à descompressão brusca de fossa ilíaca direita. Os exames laboratoriais apresenta leucocitose, sem desvio. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Tumores carcinoides e mucinosos são os tumores mais comuns do apêndice e devem ser tratados com apendicectomia ou colectomia direita, a depender do caso.
Tumor carcinoide > 2cm ou invasão de base/mesoapêndice → Colectomia direita.
Tumores do apêndice são achados incidentais frequentes. O manejo depende do tipo histológico, tamanho (especialmente no carcinoide) e margens cirúrgicas.
Os tumores do apêndice cecal são frequentemente diagnosticados após apendicectomias por suspeita de apendicite aguda. O tumor carcinoide é o tipo histológico mais prevalente, originando-se de células neuroendócrinas. A decisão entre apendicectomia simples e colectomia direita baseia-se no risco de metástase linfonodal, que aumenta significativamente em tumores maiores que 2 cm ou com invasão profunda. Já os tumores mucinosos variam de cistoadenomas benignos a adenocarcinomas mucinosos. O principal risco cirúrgico é a ruptura da lesão, que pode levar à disseminação de células produtoras de mucina na cavidade peritoneal, resultando no pseudomixoma peritoneal. O acompanhamento histopatológico rigoroso é essencial para definir a necessidade de reintervenção cirúrgica oncológica.
A colectomia direita é indicada em tumores carcinoides (neuroendócrinos) do apêndice quando o tamanho é superior a 2 cm, se houver invasão do mesoapêndice, envolvimento da base do apêndice que impeça margens livres na apendicectomia, ou em casos de alto índice mitótico/grau histológico elevado.
Historicamente, os tumores carcinoides (neuroendócrinos) são citados como os mais comuns, seguidos pelos tumores mucinosos. No entanto, a incidência de neoplasias mucinosas tem sido cada vez mais reconhecida em peças de apendicectomia por apendicite aguda.
O manejo depende da extensão. Se for um cistoadenoma mucinoso confinado ao apêndice, a apendicectomia com margens livres e sem ruptura (para evitar pseudomixoma peritoneal) é suficiente. Se houver suspeita de malignidade ou invasão cecal, a colectomia pode ser necessária.
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