IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Considerando os tumores anexiais é correto afirmar que
Massas anexiais em gestantes: prevalência 4,9-6,1% no 1º trimestre, alta regressão espontânea (71-89%).
A presença de massas anexiais é relativamente comum no primeiro trimestre da gestação, sendo a maioria cistos funcionais que regridem espontaneamente. É importante diferenciar lesões benignas das malignas, mas a alta taxa de regressão espontânea sugere uma conduta expectante na maioria dos casos.
Tumores anexiais são achados comuns na prática ginecológica, e sua abordagem varia significativamente conforme a idade da paciente e o estado fisiológico, como a gestação. Em gestantes, a detecção de massas anexiais no ultrassom de primeiro trimestre é relativamente frequente, com prevalência que pode variar de 4,9% a 6,1%. A grande maioria dessas massas são cistos funcionais do ovário, como o cisto de corpo lúteo, que são essenciais para a manutenção da gravidez inicial. A característica mais importante dessas massas anexiais na gestação é a alta taxa de regressão espontânea, que ocorre em 71% a 89% dos casos. Isso significa que a conduta inicial é, na maioria das vezes, expectante, com acompanhamento ultrassonográfico seriado. A intervenção cirúrgica é reservada para casos de suspeita de malignidade, torção ovariana, ruptura com hemorragia significativa ou crescimento rápido e persistente que cause sintomas. A fisiopatologia dos cistos funcionais está ligada às alterações hormonais da gravidez. O diagnóstico diferencial de massas anexiais é amplo e inclui cistos funcionais, endometriomas, teratomas císticos maduros (cistos dermoides), cistoadenomas e, menos frequentemente, neoplasias malignas. Em meninas pré-púberes, a maioria das lesões é benigna, e a malignidade é rara. Em mulheres na pós-menopausa, embora a prevalência de massas anexiais seja menor, a proporção de lesões malignas é significativamente maior, exigindo maior vigilância. A correta avaliação e manejo são cruciais para evitar intervenções desnecessárias e garantir a segurança da paciente e do feto.
A prevalência de massas anexiais detectadas no ultrassom de primeiro trimestre da gestação varia entre 4,9% e 6,1%, sendo a maioria cistos funcionais benignos.
A conduta inicial é geralmente expectante, com acompanhamento ultrassonográfico, pois a maioria das massas anexiais na gestação, especialmente os cistos funcionais, regride espontaneamente.
Características ultrassonográficas como componente sólido, septos espessos, vascularização interna, ascite e tamanho >10 cm podem sugerir malignidade, exigindo investigação mais aprofundada.
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