Tumores Anexiais: Prevalência e Manejo na Gestação

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando os tumores anexiais é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) nas meninas pré-púberes, as lesões malignas chegam a representar aproximadamente 80% dos casos.
  2. B) meninas adolescentes têm uma grande proporção de lesões benignas, com uma menor proporção de lesões malignas, de 5% a 10%.
  3. C) nas gestantes, há uma prevalência de 4,9% a 6,1% de massas anexiais no ultrassom de primeiro trimestre, havendo regressão espontânea em 71% a 89% dos casos.
  4. D) nas mulheres na pós-menopausa, menos de 5% podem apresentar massas anexiais, sendo lesões suspeitas em 36% a 59% delas.
  5. E) em mulheres de 30 anos todos os tumores anexiais são de origem tireoidiana, e, desses, a maioria são cistos benignos.

Pérola Clínica

Massas anexiais em gestantes: prevalência 4,9-6,1% no 1º trimestre, alta regressão espontânea (71-89%).

Resumo-Chave

A presença de massas anexiais é relativamente comum no primeiro trimestre da gestação, sendo a maioria cistos funcionais que regridem espontaneamente. É importante diferenciar lesões benignas das malignas, mas a alta taxa de regressão espontânea sugere uma conduta expectante na maioria dos casos.

Contexto Educacional

Tumores anexiais são achados comuns na prática ginecológica, e sua abordagem varia significativamente conforme a idade da paciente e o estado fisiológico, como a gestação. Em gestantes, a detecção de massas anexiais no ultrassom de primeiro trimestre é relativamente frequente, com prevalência que pode variar de 4,9% a 6,1%. A grande maioria dessas massas são cistos funcionais do ovário, como o cisto de corpo lúteo, que são essenciais para a manutenção da gravidez inicial. A característica mais importante dessas massas anexiais na gestação é a alta taxa de regressão espontânea, que ocorre em 71% a 89% dos casos. Isso significa que a conduta inicial é, na maioria das vezes, expectante, com acompanhamento ultrassonográfico seriado. A intervenção cirúrgica é reservada para casos de suspeita de malignidade, torção ovariana, ruptura com hemorragia significativa ou crescimento rápido e persistente que cause sintomas. A fisiopatologia dos cistos funcionais está ligada às alterações hormonais da gravidez. O diagnóstico diferencial de massas anexiais é amplo e inclui cistos funcionais, endometriomas, teratomas císticos maduros (cistos dermoides), cistoadenomas e, menos frequentemente, neoplasias malignas. Em meninas pré-púberes, a maioria das lesões é benigna, e a malignidade é rara. Em mulheres na pós-menopausa, embora a prevalência de massas anexiais seja menor, a proporção de lesões malignas é significativamente maior, exigindo maior vigilância. A correta avaliação e manejo são cruciais para evitar intervenções desnecessárias e garantir a segurança da paciente e do feto.

Perguntas Frequentes

Qual a prevalência de massas anexiais detectadas no primeiro trimestre da gestação?

A prevalência de massas anexiais detectadas no ultrassom de primeiro trimestre da gestação varia entre 4,9% e 6,1%, sendo a maioria cistos funcionais benignos.

Qual a conduta inicial para uma massa anexial detectada na gestação?

A conduta inicial é geralmente expectante, com acompanhamento ultrassonográfico, pois a maioria das massas anexiais na gestação, especialmente os cistos funcionais, regride espontaneamente.

Quais características de uma massa anexial na gestação sugerem malignidade?

Características ultrassonográficas como componente sólido, septos espessos, vascularização interna, ascite e tamanho >10 cm podem sugerir malignidade, exigindo investigação mais aprofundada.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo