ENARE/ENAMED — Prova 2022
Em relação ao nefroblastoma (Tumor de Wilms), é correto afirmar que
Anaplasia no Tumor de Wilms, mesmo focal, indica pior prognóstico e tratamento mais agressivo.
A anaplasia é um fator histopatológico de mau prognóstico no Tumor de Wilms, pois indica maior agressividade tumoral e resistência à quimioterapia, exigindo intensificação do tratamento, mesmo em estádios iniciais.
O nefroblastoma, ou Tumor de Wilms, é o tumor renal maligno mais comum na infância, com um pico de incidência entre 2 e 5 anos de idade. É uma neoplasia embrionária que se origina do blastema metanéfrico. Sua importância reside na necessidade de diagnóstico precoce e tratamento multidisciplinar, que geralmente envolve cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. A apresentação clínica mais comum é uma massa abdominal indolor, palpável, que pode ser descoberta incidentalmente. Outros sintomas menos frequentes incluem hipertensão arterial, hematúria (geralmente microscópica), febre e dor abdominal. O diagnóstico é feito por exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e, em muitos protocolos, a biópsia pré-operatória é evitada devido ao risco de disseminação tumoral, sendo a nefrectomia o primeiro passo diagnóstico e terapêutico. A presença de anaplasia (células com núcleos grandes, hipercromáticos e pleomórficos) na histopatologia é o fator prognóstico mais importante, indicando um subtipo de alto risco. Mesmo quando focal e em tumores de estádios iniciais (I e II), a anaplasia exige uma intensificação do regime quimioterápico devido à sua associação com maior agressividade tumoral e pior resposta ao tratamento padrão. O prognóstico geral do Tumor de Wilms é bom, com taxas de cura elevadas, mas a anaplasia é um desafio terapêutico.
O Tumor de Wilms tem seu pico de incidência entre 2 e 5 anos de idade, sendo raro em recém-nascidos e em crianças maiores de 5 anos.
A anaplasia indica uma diferenciação celular anormal e maior agressividade tumoral, conferindo resistência à quimioterapia e aumentando o risco de recidiva e metástase.
Geralmente se apresenta como uma massa abdominal indolor, palpável, acompanhada ocasionalmente de hipertensão arterial, hematúria microscópica e febre.
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