SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Pré-escolar é levado ao ambulatório, porque a mãe relata ter notado, durante um banho, uma tumoração no abdômen da criança. Ao exame físico, estado geral preservado, hidratado, hipocorado +/4, afebril, massa de consistência endurecida no andar superior do abdômen. O EAS de urina mostrou hematúria microscópica. A hipótese diagnóstica mais provável e o exame complementar que deve ser solicitado são, respectivamente:
Pré-escolar + massa abdominal endurecida + hematúria microscópica → Tumor de Wilms; USG abdominal é o exame inicial.
Em um pré-escolar com massa abdominal endurecida no andar superior e hematúria microscópica, o Tumor de Wilms (nefroblastoma) é a principal hipótese diagnóstica. A ultrassonografia abdominal é o exame complementar inicial de escolha para avaliar a massa, sua origem (renal ou não) e características, sendo um método não invasivo e amplamente disponível.
O Tumor de Wilms, ou nefroblastoma, é o tumor renal maligno mais comum na infância, representando cerca de 6% de todos os cânceres pediátricos. A maioria dos casos ocorre em crianças pré-escolares, com pico de incidência entre 2 e 5 anos. A apresentação clássica é uma massa abdominal palpável, geralmente unilateral, firme, lisa e que raramente cruza a linha média, como descrito no caso. O bom estado geral da criança é um achado comum, diferenciando-o de outras neoplasias. A hematúria microscópica, presente no enunciado, é um achado frequente (em 15-20% dos casos), assim como dor abdominal e hipertensão. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem inicial de escolha devido à sua não invasividade, baixo custo e capacidade de diferenciar massas sólidas de císticas, determinar a origem renal e avaliar a presença de trombos tumorais na veia cava. Após a USG, a tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) com contraste são essenciais para o estadiamento completo, avaliando a extensão local, linfonodos e metástases. O tratamento do Tumor de Wilms é multimodal, envolvendo cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. O prognóstico é geralmente bom, com altas taxas de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. É fundamental que o residente saiba reconhecer os sinais e sintomas e a sequência diagnóstica para garantir o manejo adequado e rápido.
O sinal mais comum é uma massa abdominal palpável, geralmente lisa e firme, que raramente cruza a linha média. Outros sintomas podem incluir hematúria (micro ou macroscópica), dor abdominal, hipertensão e febre baixa.
A ultrassonografia abdominal é o exame inicial de escolha. Ela permite determinar a origem da massa (renal ou não), sua consistência e a presença de trombos na veia cava, sendo um método não invasivo e acessível.
O Tumor de Wilms é tipicamente intrarrenal, liso, e o paciente geralmente está em bom estado geral. O Neuroblastoma, por outro lado, é de origem adrenal ou simpática, mais irregular, pode cruzar a linha média e frequentemente causa sintomas sistêmicos.
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