USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Criança, do sexo feminino, 5 anos de idade, apresenta dor e aumento do volume abdominal há 3 meses, acompanhados de febre intermitente e inapetência. Nascida de parto normal, sem intercorrências. Nega outras doenças. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, descorada, eupneica, afebril, anictérica; PA de 100x60 mmHg, FC de 92 bpm, abdome com massa indolor palpável no flanco esquerdo. Genitais externos sem alterações.Exames laboratoriais:Hb: 8,4 g/dLLeucócitos: 6.200/mm³ sem desvioCreatinina: 0,44 mg/dLUreia: 0,28 mg/dLUrina tipo I: 1 milhão de hemácias/mL e 68.000 leucócitos/mL Ressonância de abdome apresentada a seguir:Em relação ao caso apresentado, assinale a hipótese diagnóstica mais provável.
Criança < 7 anos + massa abdominal indolor + hematúria + anemia → Tumor de Wilms.
O Tumor de Wilms é o tumor renal mais comum na infância, tipicamente entre 2 e 5 anos. A apresentação clássica inclui massa abdominal indolor, hematúria e, por vezes, sintomas sistêmicos como febre e anemia, que devem levantar alta suspeita diagnóstica.
O Tumor de Wilms, ou nefroblastoma, é o tumor renal mais comum na infância, representando cerca de 6% de todos os cânceres pediátricos. Sua maior incidência ocorre entre 2 e 5 anos de idade, sendo raro após os 7 anos. A identificação precoce é crucial para o sucesso do tratamento e melhora do prognóstico, tornando-o um tema de grande importância para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia envolve mutações genéticas, sendo a mais comum no gene WT1. Clinicamente, a apresentação clássica é uma massa abdominal indolor, geralmente unilateral, que não cruza a linha média. Outros sintomas incluem hematúria (microscópica em 25% dos casos), hipertensão arterial (devido à isquemia renal ou produção de renina), febre, dor abdominal e anemia. A suspeita diagnóstica é levantada pelo exame físico e confirmada por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdome. O tratamento do Tumor de Wilms é multimodal, envolvendo cirurgia (nefrectomia), quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, dependendo do estadiamento. O prognóstico é geralmente bom, com taxas de sobrevida global acima de 90% para a maioria dos estágios. É fundamental o acompanhamento multidisciplinar e a atenção a possíveis síndromes genéticas associadas, como a Síndrome de WAGR (Wilms, Aniridia, Anomalias Geniturinárias e Retardo Mental).
O Tumor de Wilms geralmente se manifesta como uma massa abdominal indolor, palpável no flanco. Outros sinais incluem hematúria (micro ou macroscópica), hipertensão arterial, febre, dor abdominal e anemia.
A maior incidência do Tumor de Wilms ocorre entre 2 e 5 anos de idade. O diagnóstico inicial é feito pela suspeita clínica, exame físico e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia ou ressonância de abdome.
A diferenciação envolve a idade do paciente, características da massa (consistência, localização, dor), presença de hematúria e achados em exames de imagem. Neuroblastoma, por exemplo, tende a ser mais comum em lactentes e pode cruzar a linha média.
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