HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Em relação aos tumores de testículo, marque a alternativa mais correta:
Tumor de testículo: mais comum em jovens (15-35a), diagnóstico com AFP/β-hCG/DHL e orquiectomia radical; seminomas são quimiossensíveis.
O tumor de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, com características diagnósticas e terapêuticas bem definidas. A orquiectomia radical inguinal é padrão para diagnóstico e estadiamento, e os marcadores tumorais são cruciais para acompanhamento.
O tumor de testículo é uma neoplasia maligna que afeta predominantemente homens jovens, com pico de incidência entre 15 e 35 anos. Sua apresentação clínica mais comum é uma massa testicular indolor. A criptorquidia é um dos principais fatores de risco. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais devido ao alto potencial de cura quando detectado precocemente. O diagnóstico envolve a avaliação clínica, ultrassonografia testicular e dosagem de marcadores tumorais séricos: alfa-fetoproteína (AFP), gonadotrofina coriônica humana beta (β-hCG) e desidrogenase láctica (DHL). A AFP e o β-hCG são específicos para tumores de células germinativas, enquanto a DHL pode estar elevada em diversos tumores. A orquiectomia radical inguinal é o procedimento diagnóstico e terapêutico inicial padrão, permitindo a análise histopatológica que diferencia seminomas de não-seminomas. Os seminomas representam cerca de 50% dos tumores de células germinativas e são caracteristicamente quimiossensíveis e radiossensíveis, o que influencia as opções de tratamento. O prognóstico geral dos tumores de testículo é excelente, com altas taxas de cura, especialmente para seminomas em estágios iniciais. O acompanhamento rigoroso com exames físicos, marcadores tumorais e exames de imagem é fundamental para detectar recidivas.
Os tumores de testículo são mais prevalentes em homens jovens, tipicamente entre 15 e 35 anos de idade, sendo a neoplasia sólida mais comum nessa faixa etária.
Os principais marcadores tumorais são a alfa-fetoproteína (AFP), a gonadotrofina coriônica humana beta (β-hCG) e a desidrogenase láctica (DHL), que auxiliam no diagnóstico, estadiamento e monitoramento da resposta ao tratamento.
A orquiectomia radical inguinal permite a remoção completa do testículo afetado e a análise histopatológica para determinar o tipo e o estadiamento do tumor, sendo crucial para o planejamento terapêutico subsequente.
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