Tumor de Testículo: Diagnóstico e Sinais Chave

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 31 anos, sexo masculino, solteiro, queixa-se de aumento do volume do testículo direito, indolor, associado a sensação de “caroço” endurecido, há seis meses. Conforme ultrassom de região escrotal trazido pelo paciente, identifica-se lesão de aproximadamente 2 cm, com bordas irregulares e de aspecto heterogêneo, com calcificações numerosas.Nesse caso, qual é a principal hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Torção do cordão espermático.
  2. B) Hérnia inguinal escrotal.
  3. C) Tumor de testículo.
  4. D) Orquiepididimite.

Pérola Clínica

Homem jovem com massa testicular indolor e endurecida, ultrassom heterogêneo/calcificações → alta suspeita de tumor de testículo.

Resumo-Chave

O tumor de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, tipicamente apresentando-se como uma massa indolor. A ultrassonografia escrotal é o exame de imagem de escolha para confirmar a presença da lesão e suas características, que frequentemente incluem heterogeneidade e calcificações, diferenciando-o de outras condições escrotais.

Contexto Educacional

O tumor de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens, com pico de incidência entre os 15 e 35 anos de idade. Sua importância clínica reside na alta curabilidade quando diagnosticado precocemente e na necessidade de um manejo rápido e preciso. Residentes de urologia, clínica médica e cirurgia devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas para um diagnóstico ágil e adequado. A fisiopatologia envolve a transformação maligna de células germinativas, que representam a grande maioria dos tumores testiculares. Fatores de risco incluem criptorquidia, histórico familiar e infertilidade. O diagnóstico é frequentemente iniciado pela autopalpação testicular ou por um exame físico que revela uma massa testicular indolor, endurecida e não transiluminável. A ultrassonografia escrotal é o exame de imagem padrão-ouro, capaz de caracterizar a lesão como intratesticular, sólida, heterogênea e, por vezes, com calcificações, como descrito no enunciado. Uma vez suspeito de tumor testicular, a conduta inicial é a orquiectomia radical inguinal para confirmação histopatológica e tratamento. Marcadores tumorais séricos (alfafetoproteína, beta-hCG e desidrogenase láctica) são essenciais para o estadiamento e acompanhamento. O prognóstico é geralmente excelente, com altas taxas de cura, mesmo em estágios avançados, devido à sensibilidade à quimioterapia e radioterapia. A detecção precoce é fundamental para um tratamento menos invasivo e melhores resultados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do tumor de testículo?

O sintoma mais comum é o aumento indolor do volume testicular ou a presença de uma massa/nódulo endurecido no testículo. Outros sintomas podem incluir sensação de peso no escroto, dor ou desconforto leve, e em casos avançados, dor abdominal ou lombar.

Qual o papel do ultrassom na investigação de uma massa testicular?

A ultrassonografia escrotal é o exame de imagem de primeira linha. Ela permite confirmar a presença da lesão, determinar sua localização (intratesticular ou extratesticular), avaliar suas características (sólida, cística, homogênea, heterogênea, vascularização) e guiar o diagnóstico diferencial.

Como diferenciar um tumor de testículo de outras condições escrotais?

A diferenciação é crucial. A torção testicular causa dor aguda e súbita. A orquiepididimite cursa com dor, inchaço, eritema e febre. Hérnias inguinais escrotais são geralmente redutíveis e não são lesões intratesticulares. A massa indolor e endurecida, especialmente em homens jovens, é o principal indicativo de tumor.

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