HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
Escolar, sexo masculino, 6 anos, apresenta queixa de cefaleia recorrente a dois meses. Mãe relata também que notou leve estrabismo e dificuldade visual há 30 dias. Foi ao oftalmologista que prescreveu óculos. Há 15 dias a mãe observou que seu filho apresentava lateralização da cabeça (torcicolo). A hipótese diagnostica é:
Criança com cefaleia progressiva, estrabismo, dificuldade visual e torcicolo adquirido → Sinais de alarme para tumor de SNC.
A combinação de cefaleia recorrente e progressiva, estrabismo adquirido, dificuldade visual e torcicolo em uma criança de 6 anos são sinais de alarme clássicos para hipertensão intracraniana e devem levantar forte suspeita de tumor do sistema nervoso central.
Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) são as neoplasias sólidas mais comuns na infância e a principal causa de morte por câncer em crianças. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico, mas os sintomas podem ser inespecíficos e progressivos, dificultando a identificação inicial, o que exige alta suspeição clínica. A fisiopatologia envolve o crescimento de uma massa que pode causar hipertensão intracraniana (cefaleia, vômitos, papiledema) ou déficits neurológicos focais (estrabismo, alterações visuais, torcicolo, ataxia, paresias). A combinação de sintomas progressivos como cefaleia recorrente, estrabismo adquirido e torcicolo em uma criança deve levantar forte suspeita de uma lesão intracraniana. O manejo de tumores de SNC em crianças é complexo e multidisciplinar, envolvendo neurocirurgia, oncologia pediátrica, radioterapia e reabilitação. A neuroimagem (RM) é essencial para o diagnóstico e estadiamento, seguida de biópsia para confirmação histopatológica e planejamento terapêutico individualizado.
Os principais sinais incluem cefaleia progressiva, vômitos matinais, papiledema, alterações visuais (estrabismo, diplopia), alterações de marcha, convulsões, déficits motores ou sensoriais e alterações comportamentais ou de desenvolvimento.
O estrabismo adquirido pode ser causado por paralisia de nervos cranianos (III, IV, VI) devido à compressão tumoral ou hipertensão intracraniana. O torcicolo pode ser uma postura compensatória para evitar diplopia ou aliviar a cefaleia, especialmente em tumores de fossa posterior.
Após a suspeita clínica, a investigação inicial deve incluir neuroimagem, preferencialmente ressonância magnética (RM) de crânio e coluna, para localizar a lesão, avaliar sua extensão e planejar a biópsia ou ressecção.
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