Tumor de Saco Vitelino: Diagnóstico e Histopatologia Pediátrica

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Uma criança de dois anos possui uma massa no testículo esquerdo com 2,5 cm de diâmetro e bem circunscrita. Histologicamente, essa massa demonstra lâminas de células e glândulas mal definidas, compostas de células cuboides, algumas com glóbulos hialinos eosinofilicos, formando pseudorrosetas. A análise encontra microcistos e estruturas glomeruloides primitivas. É demonstrada AFP no citoplasma das células neoplásticas por imuno-histoquímica. Nesse caso, a criança provavelmente tem:

Alternativas

  1. A) coriocarcinoma.
  2. B) seminoma.
  3. C) tumor do saco vitelino.
  4. D) teratoma.

Pérola Clínica

Tumor de saco vitelino pediátrico: AFP ↑, corpos de Schiller-Duval, glóbulos hialinos eosinofílicos.

Resumo-Chave

O tumor do saco vitelino (ou tumor do seio endodérmico) é o tumor testicular mais comum em crianças pequenas (<3 anos). Sua histopatologia é caracterizada por estruturas glomeruloides primitivas (corpos de Schiller-Duval), microcistos, pseudorrosetas e glóbulos hialinos eosinofílicos, com elevação da alfa-fetoproteína (AFP) sérica e imuno-histoquímica positiva para AFP.

Contexto Educacional

O tumor do saco vitelino, também conhecido como tumor do seio endodérmico, é o tipo mais comum de tumor de células germinativas testiculares em crianças pequenas, especialmente antes dos três anos de idade. Ele se origina de células germinativas primordiais e é caracterizado por uma massa testicular que pode ser palpável. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento, que geralmente envolve orquiectomia radical e, em alguns casos, quimioterapia adjuvante. A histopatologia é fundamental para o diagnóstico. As características típicas incluem a presença de estruturas glomeruloides primitivas, conhecidas como corpos de Schiller-Duval, que são patognomônicos. Além disso, podem ser observadas lâminas de células e glândulas mal definidas, células cuboides, microcistos e glóbulos hialinos eosinofílicos. A imuno-histoquímica é essencial, demonstrando positividade para alfa-fetoproteína (AFP) no citoplasma das células neoplásicas, e a AFP sérica também se encontra elevada, servindo como um importante marcador tumoral para diagnóstico e acompanhamento. O prognóstico do tumor do saco vitelino em crianças é geralmente bom, especialmente quando diagnosticado em estágios iniciais. O acompanhamento pós-tratamento envolve a monitorização dos níveis de AFP, que devem normalizar após a ressecção completa do tumor. A compreensão detalhada da histopatologia e dos marcadores tumorais é vital para o diagnóstico diferencial com outros tumores testiculares pediátricos, como teratomas ou seminomas (raros em crianças).

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores tumorais para o tumor do saco vitelino?

O principal marcador tumoral para o tumor do saco vitelino é a alfa-fetoproteína (AFP), que está elevada no soro e pode ser detectada por imuno-histoquímica nas células neoplásicas.

Quais são as características histopatológicas do tumor do saco vitelino?

Histologicamente, o tumor do saco vitelino é caracterizado por estruturas glomeruloides primitivas (corpos de Schiller-Duval), microcistos, pseudorrosetas e glóbulos hialinos eosinofílicos.

Qual a idade mais comum para o diagnóstico de tumor do saco vitelino?

O tumor do saco vitelino é o tumor testicular mais comum em crianças pequenas, geralmente diagnosticado antes dos 3 anos de idade.

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